“O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, a cada um será dado segundo suas próprias obras”.

(Emmanuel)

domingo, 28 de novembro de 2010

Espiritualidade e Advento

Para toda a Igreja o Advento é tempo de espera e esperança de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor.
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
A celebração do Advento é um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação de seu Reino.
A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
Olhai e levantai a cabeça, porque está próxima a vossa redenção (Lc XXI, 28), lemos no Evangelho. Todo o panorama da nossa vocação cristã, essa unidade de vida que tem como nervo a presença de Deus, nosso Pai, pode e deve ser uma realidade diária.

Texto adaptado - principal fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Advento

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Prece de Ação de Graças


 Divaldo Franco
Agradecemos-te Senhor. Pela glória de viver. Pela honra de amar!
Muito obrigada Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás!
Muito obrigada pelo pão, pelo ar, pela paz!
Muito obrigada pela beleza que meus olhos vêem no altar da natureza!



Olhos que fitam o ar, a terra e o mar.
Que acompanham a ave fagueira que corre ligeira pelo Céu de anil e
se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil!
Muito obrigada Senhor, porque eu posso ver o meu amor!
Diante de minha visão, pelos cegos, formulo uma oração;
Eu sei que depois dessa lida, na outra vida, eles também enxergarão!


Obrigada pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro,
a melodia do vento nos ramos do salgueiro,
as lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro.
Diante de minha capacidade de ouvir pelos surdos eu te quero pedir;
eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles também ouvirão!


 
Muito obrigada Senhor, pela minha voz!
Mas também pela voz que canta, que ensina, que alfabetiza.
Que canta uma canção e teu nome profere com sentida emoção!
Diante da minha melodia quero te rogar, pelos que sofrem de afazia,
pelos que não cantam de noite e não falam de dia.
Eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles também cantarão!


Muito obrigada Senhor, pelas minhas mãos!
Mas também pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de amor, mãos de caridade, de solidariedade. Mãos que apertam mãos.
Mãos de poesia, de cirurgias, de sinfonias, de psicografias...
Mãos que acalentam a velhice, a dor e o desamor!
Mãos que acolhem ao seio do corpo, um filho alheio, sem receio.


Pelos meus pés, que me levam a andar sem reclamar.
Muito obrigada Senhor, porque posso bailar!
Olho para a terra e vejo, amputados, marcados, desesperados, paralisados...
Eu posso andar!! Oro por eles!!
Eu sei que depois dessa expiação, na outra reencarnação, eles também bailarão.



Muito obrigada Senhor, pelo meu lar!
É tão maravilhoso ter um lar...
Não importa se este lar é uma mansão, um bangalô, seja lá o que for!
O importante é que dentro dele exista o amor!
O amor de pai, de mãe, de marido e esposa, de filho, de irmão...
De alguém que lhe estenda a mão, mesmo que seja o amor de um cão, pois é tão triste viver na solidão!


Mas se eu não tiver ninguém para amar, um teto para me acolher, uma cama para me deitar...
mesmo assim, não reclamarei, nem blasfemerei. Simplesmente direi:
Obrigada Senhor, porque nasci.
Obrigada Senhor, porque creio em ti.
Pelo teu amor, obrigada Senhor!.


TENHAM TODOS DIAS DE MUITA PAZ!!!

Consciência


Raciocínio Espírita


Servir onde estivermos e tanto quanto pudermos será sempre o programa para qualquer de nós – os tarefeiros encarnados e desencarnados do Evangelho -, na faixa de trabalho em que nos situamos.
A Lei do Senhor compreende perfeitamente que disponhas de casa confortável, tão confortável quanto queiras, mas sem relegar à nudez os irmãos esfarrapados que te cruzam a porta; que te banqueteis, tanto quanto desejes e com quem desejes, mas sem largar o vizinho morrendo de fome por falta de pão; que te movimentes de carro, tanto quanto te proponhas, mas sem fugir de auxiliar os companheiros do caminho para que não vivam descalços; que ajuntes o dinheiro,por meios justos, no tamanho de teus ideais para o sustento de tuas realizações, mas sem negar aos irmãos em penúria a sobra de tuas obras; que uses os perfumes de tua predileção na esfera da apresentação pessoal, segundo o teu gosto, mas sem deixar o próximo em aflitivas necessidades materiais, desprevenido de sabão para a própria limpeza; que freqüentes as diversões dignas, conforme a permissão de tua consciência, tanto quanto puderes, mas sem esquecer de levar, sempre que possível, algumas horas de alegria aos lares em sofrimento.
Em verdade, não consegues resolver os problemas e provações que vergastam a Terra mas podes e deves cooperar com a Lei do Senhor, na extensão da bondade e do socorro, na área de tua própria existência.
Deus nos dá o máximo de bênçãos.
Saibamos dar, pelo menos, o mínimo de nossas possibilidades.
Deus nos dá tudo.
Aprendamos a dar, pelo menos um pouco.

Pelo Espírito Albino Teixeira
Do livro: Paz e Renovação
Médium: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Formas de ver...


Cada qual enxerga uma paisagem conforme os seus recursos ópticos.
O daltônico vê as cores dentro de um prisma especial.
O míope tem a visão deformada em torno da realidade.
O presbitismo produz uma observação incorreta.
Qualquer deficiência ou anomalia na aparelhagem ocular responde pela dificuldade visual.
Não obstante, se o homem desconhece as formas, e desde o início adquiriu a capacidade de observar dentro das deficiências, não logra imaginar a riqueza de detalhes, os contornos, a abundância das cores que maravilham a vida.
Uma partícula de dejeto sob a lente de um microscópio, faculta descobrir-se uma paisagem estelar.
Uma gota de orvalho na corola de uma flor, faz-se delicado diamante sem engaste, a tremeluzir.
Na área das observações morais, cada criatura tem a dimensão do fato de acordo com a óptica emocional e mental de que se utiliza.
Não é estranhável, portanto, que se defrontem pessoas que somente enxergam imperfeições, erros e mazelas…
Outras há que se capacitam a descobrir em qualquer fato, apenas o seu ponto negativo e infeliz…
Algumas se caracterizam pela dúvida sistemática a respeito do caráter do próximo…
São inúmeras as conotações feitas em torno das criaturas, como decorrência da projeção pessoal, emersão do eu interior que se torna a lente pela qual se fitam todos os acontecimentos.
Consulta a consciência em todas as circunstâncias da tua vida.
Não ajas sob os impactos da emoção, confundindo capricho com raciocínio correto.
Passa os teus planos e projetos pelo crivo da autocrítica e informa-te de como gostarias que o outro agisse em relação a ti, caso fosses o agressor, o infeliz perturbador…
Do mesmo modo, atua de consciência reta; no entanto, não te conturbes sob pontos de vista doentios, arrogantes, que te trarão dramas íntimos, agora ou mais tarde.
Sejam os teus atos um reflexo da tua paz, que deves cultivar com os esforços de todo dia e os investimentos de toda hora.
À frente de qualquer realização, conquista os que te buscam, pela bondade para com eles.
Não deixes marcas negativas nos caminhos transitados ou nas pessoas que encontres, porquanto voltarás a defrontá-los.
Luta contra as tuas más inclinações, para o teu próprio bem.
Cada dia é um investimento novo da vida, de que terás que dar contas.
Quem empreende uma tarefa deve escolher a meta e avançar por conquistá-la.
Não pára, não recua, não maldiz, não queixa.
Consciente do que deve e se propõe fazer, sem tergiversações prossegue.
Coloca as lentes do amor sobre as tuas deficiências e observarás a vida, as pessoas e as coisas sob angulação feliz, num prisma rico de belezas, que te ensejará mais produzir, quanto mais te devotar ao compromisso.

Do livro “Viver e amar”
Psicografado por Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito Joanna de Ângelis

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Por amor a Deus

“Servindo de boa-vontade ao Senhor. . .” – PAULO. (Efésios, 6:7.)
Não importa que o filho-problema te arranque lágrimas de aflição se o abraças na condição da criatura eterna que Deus te deu a encaminhar.
Não existe sofrimento na abnegação, em favor de pais incompreensivos, se a eles te consagras na certeza de que os encontraste por benfeitores a que Deus te guiou, a fim de que os entendas e auxilies no reajustamento necessário.
Não há dor no sacrifício por alguém no lar ou no grupo social se temos nesse alguém a presença de uma criatura difícil que Deus colocou em nosso caminho, para que lhe sirvamos de apoio.
Não existem lágrimas nos encargos de auxílio ao próximo, bastas vezes inçadas de aversões gratuitas, se as acolhemos por serviço que Deus nos entrega, no qual se nos apagam os impulsos da personalidade, a fim de que nos transformemos em auxílio aos semelhantes.
Aceita a responsabilidade em tuas mãos ou as provas que o tempo te trouxe por trabalho que Deus te confia, trabalhando e servindo, compreendendo e auxiliando aos outros, por amor a Deus e mais depressa te desfarás de quaisquer sombras do passado, liquidando débitos e culpas, em serviço de amor a Deus, porque o amor a Deus se te fará luz no coração, fazendo-te viver ao sol do porvir.

Pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Ceifa de Luz
Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 21 de novembro de 2010

Mapping projection on the Christ, Rio, by Fernando Salis

Dia de Santa Cecília

O dia 22 de novembro é Dia de Santa Cecília. A tradição conta que Cecília, quando jovem, cantava com tanta doçura que certa vez um anjo desceu do céu só para ouvi-la cantar. Considerada padroeira dos músicos, instituiu-se, com a promulgação da Lei número 3.857, de 22/12/1960, o Dia do Músico em homenagem à santa.
Deus, Todo-Poderoso, que nos destes a vida, os sons da natureza,
o dom do ritmo, do compasso e da afinação das notas musicais,
dai-me a graça de conseguir técnica aprimorada em meu instrumento,
a fim de que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons.

Permiti, Senhor, que os sons por mim emitidos
sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados,
de curar os doentes e de animar os deprimidos;
que sejam brilhantes como as estrelas
e suaves como o veludo.

Permiti Senhor, que todo o ser que ouvir o som do meu instrumento
.bsinta-se bem e pressinta a Vossa Presença.
Amém

Coragem


ROBERTO CARLOS & FÁBIO Jr. - HOMENAGEM A CHICO XAVIER 100 ANOS - PÁSCOA ...

ESTA É UMA JUSTA HOMENAGEM DESTE QUE FOI O PAI ESPIRITUAL DO POVO BRASILEIRO NO SÉCULO XX.
Francisco Cândido Xavier, ou Chico Xavier, foi o médium mais conhecido e respeitado, por espíritas e não-espíritas, no Brasil e no exterior, e com maior tempo de atividade mediúnica. Nascido na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 02 de Abril de 1910, desencarnou em Uberaba, aos 92 anos, no dia 30 de junho de 2002.
Iniciou-se no Espiritismo ao 17 anos. Auxiliado pelo irmão José Cândido Xavier, fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em maio de 1927. Em 8 de julho do mesmo ano, psicografou pela primeira vez, recebendo uma mensagem de 17 páginas, de um Espírito Amigo, e que versava sobre Deveres Espíritas, mas José Xavier adoeceu, vindo a falecer em seguida, e o médium, sempre assediado por multidões súplices e sofredoras e rodeado de amigos e admiradores, chegou a trabalhar sozinho, por muito tempo, entre perseguições e preconceitos, por absoluta falta de companheiros.
No final de 1931, conheceu Emmanuel, seu luminoso guia, e a partir daí iniciou-se o que se pode chamar de "sublime ponte" entre o Céu e a Terra. Sob a sua orientação espiritual, Chico Xavier psicografou milhares de páginas de instrução, educação e consolo, ditadas por inúmeros Espíritos, e compiladas em quatrocentos e doze (412) livros, sendo que o últimos foram "Traços de Chico Xavier", livro de poesias, em 1997, "Caminho Iluminado", do espírito Emmanuel, em 1998 e finalmente o último livro, "Escada de Luz". Muitos destes livros, inclusive em braile, foram traduzidos para línguas quais o inglês, o espanhol e o esperanto e a renda da venda dos livros, uma admirável fortuna, foi, desde o início, totalmente doada em favor de hospitais, asilos, orfanatos e outras Instituições Beneficentes, vivendo Chico Xavier de seu parco salário de humilde funcionário público.
A máxima de Jesus: "Dai de graça o que de graça recebestes" foi o lema deste formidável trabalhador cristão, no trato com o dinheiro havido de sua mediunidade abençoada.
Mesmo doente e em idade avançada, compareceu, sempre que possível, aos sábados à noite, no Grupo Espírita da Prece, para receber as centenas de pessoas que se comprimiam no local, ansiosas por uma palavra de carinho, que ele tinha sempre para todos, e por seu gesto de amor, uma característica especial: o beijo terno nas mãos que o procuravam.

DEUS NA VISÃO ESPÍRITA

Pedras da vida...


…Há situações que constituem a nossa prova aflitiva e áspera, mas redentora e santificante.
Perdoemos as pedras da vida pelo ouro da experiência e de luz que nos oferecem.
E, sobretudo, armemo-nos de coragem para o trabalho, porque é na dor do presente que corrigimos as lutas de ontem, acendendo abençoada luz para o nosso grande porvir. 

Pelo Espírito Bezerra de Menezes
Do livro: Bezerra, Chico e Você
Médium: Francisco Cândido Xavier

Sobre o sofrimento...

 " Não importa se você está vivendo só ou com alguém, a chave do segredo será sempre esta: estar presente e aumentar a presença concentrando a atenção cada vez mais fundo no Agora.
 Para o amor florescer, a luz da presença tem de ser forte o bastante, de modo a impedir que o pensador ou sofrimento do corpo nos domine.
 Saber que cada um de nós é o Ser por baixo do pensador, a serenidade por baixo do barulho mental, a alegria por baixo da dor, significa liberdade, salvação e iluminação.



                                                       ( Praticando o poder do agora )

sábado, 20 de novembro de 2010

ESPIRITISMO - TV MUNDO MAIOR - DANIEL DUNGLAS HOME





O MAIOR MÉDIUM DE EFEITOS FÍSICOS DO SÉCULO XIX

Há numerosos livros sobre Daniel Home, e sobre ele paira o ar de mistério próprio de um médium com dons excepcionais, nunca conseguiram desmascará-lo. Nasceu em 1833 na cidade de Currie, perto de Edimburgo, Escócia. Ele foi batizado como Daniel Home e não Dunglas, ele acrescentou para dar crédito a sua alegação de que provinha de família aristocrática. Na verdade o pai de Home era um operário beberrão. Na infância Home foi adotado por uma tia sem filhos, que oito anos depois emigrou com o marido para os Estados Unidos e estabeleceu-se em Connecticut. Home começou a ter visões na adolescência e ao 12 anos provocava batidas similares às da irmãs FOX e fazia a mobília mover-se, sua tia presbiteriana convicta que era o demônio o expulsou de casa.

A partir daí, Home tornou-se um eterno hóspede. Passou a viver à custa da hospitalidade dos outros. Era elegante, carismático, tocava piano, recitava, conversava com eloqüência. Era uma personalidade agradável e suas sessões assombrosas. Nunca em sua carreira cobrou pelas sessões.


(Em estado de transe, D.Home projetou uma mesa contra o teto na presença de Napoleão III)

Em toda sua vida muitas testemunhas fidedignas afirmavam que sobre ele pairava um carisma especial. A sua presença conseguia fazer a sala inteira tremer como um terremoto. Sob o seu comando, uma mesa de 50 quilos flutuava no ar. Ele era capaz de levitar, alongar o corpo, esfregar carvões em brasa no rosto sem nenhum dano. Viram-se labaredas coroando-lhe a cabeça. Fazia Espíritos aparecerem em forma integral.

 
Daniel Dunglas Home (pronounced "Hume")

O Prof. David Wells de Harvard, foi o primeiro pesquisador a estudar Home. Em suas sessões obteve resultados espantosos. Mesas voavam, o pesquisador e três testemunhas sentaram na mesa, mesmo assim continuava a voar e deslizar sobre toda sala. 

Em 1852 Home consegue levitar o seu próprio corpo. E quem tentasse segurar o corpo de Home levitava também. Fazia aparecer mãos e até aparições de corpo inteiro.
A célebre sessão de dezembro de 1868, em que saiu flutuando por uma janela e entrou por outra, continua sendo motivo de polêmica. O senhor de Lindsay (conde de Crawford, mais tarde) testemunhou o fenômeno e depôs: “Eu estava reunido com o sr. Home, lorde Adare e um primo dele (o capitão Wynne). Durante a sessão, o sr. Home entrou em transe e nesse estado flutuou e foi levado para fora do apartamento, através da janela da sala contígua à nossa. Depois, sempre flutuando, voltou para o apartamento, passando por nossa janela. A distân-cia entre ambas as janelas era de 2,30 metros e não havia nenhum beiral. A projeção de cada janela não passava de 30 centímetros e servia de floreira. Nós ouvimos a vidraça da sala ao lado subir, e logo em seguida vimos Home flutuando no ar do lado de fora de nossa janela. A lua cheia iluminava a sala; de costas para a luz, eu vi na parede a sombra do peitoril da janela, e os pés de Home uns 15 centímetros acima dela. Ele ficou nessa posição por alguns segundos, e então suspendeu a vidraça e entrou na sala com os pés na frente, sentando-se em seguida”.
 
(colocou uma guirlanda de flores na cabeça de Elizabeth Barret Browning)

Sofria de tuberculose e os espíritos aconselharam ir para Inglaterra. Em Londres, se hospedou na casa de um rico advogado Sr. John Rymer, e realizou uma de suas sessões mais famosas, com a presença de ilustres poetas Sr. Roberto e Elizabeth Browning. A mesa moveu-se, produziu batidas, mãos espectrais tocavam sinos e melodias e apanhou da mesa uma girlanda de flores e colocou-a na cabeça de Elizabeth. O Sr. Roberto Browning perseguiu HOME fazendo piadas com o sobrenome DUNGAS, passou a chamá-lo DUNGBALL ( bola de esterco). Algum tempo depois escreveu seu famoso poema “Mr. Sludge, the Medium” (Sr. Lamaçal, o Médium), chamava entre outras coisas desagradáveis, de vigarista, impostor, sanguessuga, bajulador, gabola e beberrão. Historiadores contavam que Roberto Browning ouvira boatos de que HOME era homossexual, e não conseguia suportar que uma pessoa assim tivesse contato algum com sua amada esposa.
(mãos espectrais apareciam e tocavam sinos) 
 
HOME perdeu o brilho na Inglaterra e rumou a Itália, levando cartas de apresentação de seus amigos britânicos. Mas na Itália, foi ferido por um camponês que acreditava que HOME era um feiticeiro. Seus guias espirituais informaram que seus poderes o abandonariam por um ano, e foi o que sucedeu.

Em 1857, HOME foi a Paris, e foi chamado por Napoleão II e sua esposa Eugênia. Numa sessão, A imperatriz segurou a mão de um espírito que reconheceu seu falecido pai, por uma deformidade caracteristica em um dedo. HOME desfrutou da confiança das altezas imperiais. 



Foi a Rússia, e tornou-se íntimo do Czar Alexandre II. Home conheceu na Itália uma jovem russa Alexandrina de Kroll, com quem planejou se casar. O Czar abençoou as núpcias e deu valiosos presentes. O padrinho de casamento foi Alexandre Dumas, autor do “Os Três Mosquiteiros”, entre os convidados estavam o primo de Leon Tolstoi , Sr. Aleixei Tolstoi. O casamento durou pouco, Madame Home morreu de tuberculose. Se encontrava em dificuldades financeiras e tornou-se escultor, e foi morar no Vaticano onde foi expulso, por acusação de feitiçaria.

A sessão mas espantosa e polêmica de sua carreira, foi em 13 ou 16 de dezembro de 1868, fez uma sessão para James Ludovic Lindsay, Lord Adare e Wynne. A sala estava iluminada pelo luar, HOME começou a andar pela sala e seu corpo alongou-se e elevou-se no ar. Quando ele tocou no chão, disse aos amigos, não se assustem, não saiam dos lugares, saiu da sala e o uma voz surrou no ouvido de Lindsay: “Ele vai sair por uma janela e entrar por outra”. Ao ouvir isso, a jovem aristocrata deu um grito, pois pelos cálculos o apartamento ficava 25 metros do chão. Todos ouviram a janela abrir-se e HOME do lado de fora em pleno ar. Com toda calma, abriu a janela e entrou na sala, sentou-se e começou a rir. Perguntaram-lhe sobre o riso e ele respondeu: Se um guarda passasse e olhasse para cima, veria um homem girando no ar junto a parede ficaria estupefato. Esta sessão ajudou a HOME recuperar sua reputação, logo depois casou de novo com uma nobre russa.
Os críticos do espiritismo tinha uma especial inimizade a HOME. Charles Dickens chamou-o de “ bandido e salafrário”. O mágico Harry Houdini se ofereceu a fazer o mesmo de HOME, chamava o médium de “hipócrita da pior espécie”. Mas ninguém jamais provou umas fraude de HOME, e em duas décadas de mediunidade HOME nunca foi pego cometendo trapaça. Este fato desataca-o entre os médiuns da era Vitoriana.
Impressionantes fenômenos atestados por testemunhas:
Os empregados do hotel Cox, na rua Jermyn, olhavam-se inquietos, aquela tarde de inverno de 1855. Desconfiavam de que algo estava ocorrendo num dos quartos do segundo andar, ocupado por um tal Mr. Home. O patrão estreitara sua amizade com aquele cavalheiro cujo olhar penetrante continuava impressionando vivamente o pessoal do estabelecimento.

Enquanto a chuva repicava nas vidraças como marteladas, quatro pessoas reunidas à volta de uma pesada mesa: Lord Broughant, Sir David Brewster, Mr. Cox e Daniel Douglas Home. Brewster era professor de Física e ficou muito impressionado com o que aconteceu, aquela tarde chuvosa. A mesa começou a vibrar de uma forma inquietante. A luz, filtrada através das úmidas vidraças, deixava ver, perfeitamente, tudo o que acontecia. Num momento dado, as trepidações quase insuportáveis do móvel transformaram-se em assustadores golpes, como se um punho invisível batesse furiosamente sobre o tabuleiro. No entanto, nenhum dos assistentes à sessão, tinha contato com aquele. Espontaneamente, a mesa levantou-se uns palmos do chão. Levitando no ar, oscilava de um modo estranho durante uns minutos e em seguida caía bruscamente. Mr. Cox colocou um sininho sobre o tapete, Durante um tempo, este permaneceu imóvel, até que, finalmente, começou a tocar, agitando-se, violentamente, sem que ninguém tivesse estabelecido contato com o abeto de bronze. O indutor inconsciente daqueles fenômenos surpreendentes parecia ser Mr. Home. Espírita convicto, não duvidava de que as entidades do «outro-mundo» manifestavam-se por meio da sua pessoa. Em 1857, foi convidado às Tullerias, em Paris, e Napoleão III pôde comprovar as maravilhosas faculdades do jovem Daniel. Uma mesa de madeira maciça foi projetada contra o teto e um lápis, manejado misteriosamente, traçou a caligrafia de Napoleão Bonaparte. Dele, contou Lord Adare, que, no dia 16 de dezembro de 1868, estando em fase de transe, saiu para a rua, pela janela, flutuando no espaço, e do mesmo jeito tornou a entrar no cômodo, diante da angustiosa expectativa dos presentes.
Até William Crookes, o eminente físico a quem se deve as análises mas importantes sobre os raios catódicos – que tornam possível a televisão dos nossos dias –, descobridor do elemento químico tálio (1861'ì e inventor do radiômetro, mostrou-se interessado em estudar os fenômenos gerados por aquele singular britânico. Em 1869, iniciou seus trabalhos com Homes. Seus instrumentos de laboratóno permitiram avaliar a intensidade das forças misteriosas que o médiun exercia sobre a matéria.

Fenômenos pesquisados por Willian Crokes:
Um dos casos mais convincentes de fotogênese foi realizado por Daniel Home, foi o aparecimento de luzes em toda classe de formas. Umas vezes uma pequena bola luminosa flutuava no ar, outras vezes, apareciam pequenas luzinhas, como chuva de estrelas ou diminutos fogos de artifício. Numa ocasião, viram-se umas como línguas de fogo repousando ou saindo da cabeça de Home.
Inclusive alguma ou outra vez foi observada uma luz bem mais intensa, pois era visível na sala bem iluminada. Escreve, a propósito William Crookes: "Em plena luz, vi uma nuvem luminosa pairar sobre um helicóptero, colocado em cima de uma mesa, ao nosso lado e, em algumas ocasiões, percebi uma nuvem semelhante condensar-se sob nossos olhos."
Algumas vezes, luzes errantes, fosforescentes, tocaram os corpos dos assistentes, oferecendo a sensação de contato com um corpo sólido.
O caso acima foi estudado por William Crookes, que diz: "Tenho apenas a necessidade de lembrar aos meus leitores que... tomei todas as precauções convenientes para evitar que lançassem mão de óleo fosforado ou de outros meios. Ademais, muitsa dessas luzes eram de natureza tal que não pude chegar a imitálas por meios artificiais; sob as mais rigorosas condições de exame..."
Daniel Home produzia também o fenômenos Extra-Normal chamado Tiptologia, como veremos abaixo, nas palavras de William Crookes:
"Por diversas vezes, durante as minhas experiências, ouvi pancadas delicadas como produzidas pela ponta de um alfinete, (outras vezes) como uma cascata de sons penetrantes: os de qualquer máquina de indução em plena atividade; detonações no ar, (ou ainda), leves reídos metálicos, estalidos agudos, como os que se ouvem quando uma máquina trituradora esta em atividade; sons que pareciam arranhaduras, gorjeitos como os de um pássaro, etc.".
Diante da pesquisa o Dr.William Crookes atestou a autenticidade dos fenômenos produzidos. Seu relatório sobre a pesquisa efetuada foi publicado no Quarterly Journal of Science, de julho de 1871. Nele, Crookes admitia que a sua mente racional assegurava a impossibilidade de tudo o que observara; entretanto, reconhecia estar plenamente convencido de que Home era capaz de levitar, segurar brasa, alongar-se e fazer com que os objetos flutuassem no ar.

Apesar de ser repetitiva vou postar a narração de Allan Kardec acerca de Daniel Home, em duas Revistas Espíritas, apresenta-o da seguinte forma:
"É um jovem de talhe mediano, louro, cuja fisionomia melancólica nada tem de excêntrico; é de compleição muito delicada, de costumes simples e suaves, de um caráter afável e benevolente sobre o qual o contato das grandezas não lançou nem arrogância e nem ostentação.
Dotado de uma excessiva modéstia, jamais exibiu a sua maravilhosa faculdade, jamais falou de si mesmo, e se, na expansão da intimidade, conta coisas que lhe são pessoais, é com simplicidade, e jamais com a ênfase própria das pessoas com as quais a malevolência procura compará-lo.
Vários fatos íntimos, que são do nosso conhecimento pessoal, provam nele nobres sentimentos e uma grande elevação de alma; nós o constatamos com tanto maior prazer quanto se conhece a influência das disposições morais sobre a natureza das manifestações.
O Senhor Home é um médium do gênero daqueles que produzem manifestações ostensivas, sem excluir, por isso, as comunicações inteligentes; mas as suas predisposições naturais lhe dão, para as primeiras, uma aptidão mais especial.
Sob a sua influência, os mais estranhos ruídos se fazem ouvir, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, se erguem, se transportam de um lugar a outro através do espaço, instrumentos de música fazem ouvir sons melodiosos, seres do mundo extra-corpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor.
Ele mesmo foi visto, várias vezes, em presença de testemunhas oculares, elevado sem sustentação a vários metros de altura.
Do que nos foi ensinado sobre a classe dos Espíritos que produzem, em geral, essas espécies de manifestações, não seria preciso disso concluir que o Sr. Home não está em relação senão com a classe íntima do mundo espírita.
Seu caráter e as qualidades morais que o distinguem, devem, ao contrário, granjear-lhe a simpatia dos Espíritos Superiores; ele não é, para esses últimos, senão um instrumento destinado a abrir os olhos dos cegos por meios enérgicos, sem estar, por isso, privado de comunicações de uma ordem mais elevada.
É uma missão que aceitou; missão que não está isenta nem de tribulações e nem de perigos, mas que cumpre com resignação e perseverança, sob a égide do Espírito de sua mãe, seu verdadeiro anjo guardião.
A causa das manifestações do senhor Home é inata nele; sua alma, que parece não prender-se ao corpo senão por fracos laços, tem mais afinidade pelo mundo espírita do que pelo mundo corpóreo; por isso ela se prepara sem esforços, e entra, mais facilmente que em outros, em comunicação com os seres invisíveis.
Essa faculdade se revelou nele desde a mais tenra infância. Com a idade de seis meses, seu berço se balançava inteiramente sozinho, na ausência de sua babá, e mudava de ligar. Nos seus primeiros anos, era tão débil que tinha dificuldade para se sustentar, sentado sobre um tapete, os brinquedos que não podia alcançar, vinham, eles mesmos, colocar-se ao seu alcance. Com três anos teve as suas primeiras visões, mas não lhes conservou a lembrança. Tinha nove anos quando sua família foi se fixar nos Estados Unidos; aí os mesmos fenômenos continuaram com uma intensidade crescente, à medida que avançava em idade, mas a sua reputação, como médium, não se estabeleceu senão em 1850, por volta da época em que as manifestações espíritas começaram a se tornar populares nesse país.
Em 1854, veio para a Itália, nós o dissemos, por sua saúde; espanta Florença e Roma com verdadeiros prodígios.
Convertido à fé católica, nessa última cidade, tomou a obrigação de romper as suas relações com o mundo dos Espíritos. Durante um ano, com efeito, seu poder oculto parece tê-lo abandonado; mas como esse poder estava acima de sua vontade, a cabo desse tempo, assim como lhe havia anunciado o Espírito de sua mãe, as manifestações se produziram com uma nova energia.
Sua missão estava traçada; deveria distinguir-se entre aqueles que a Providência escolheu para nos revelar, por sinais patentes, a força que domina todas as grandezas humanas.
Para o senhor Home, os fenômenos se manifestam, algumas vezes, espontaneamente, no momento em que menos são esperados.
O fato seguinte, tomado entre mil, disso é uma prova. Desde há mais de quinze dias, o senhor Home não tinha podido obter nenhuma manifestação, quando, estando a almoçar na casa de um dos seus amigos, com duas ou três pessoas do seu conhecimento, os golpes se fazem súbito ouvir nas paredes, nos móveis e no teto.
Parece, disse, que voltaram. O senhor Home, nesse momento, estava sentado no sofá com um amigo.
Um doméstico trás a bandeja de chá e se apressa em colocá-la sobre a mesa, situada no meio do salão; esta, embora fosse pesava, se eleva subitamente e se destaca do solo em 20 a 30 centímetros de altura, como se tivesse sido atraída pela bandeja; apavorado, o criado deixa-a escapar, e a mesa, de pulo, se atira em direção do sofá e vem cair diante do senhor Home e seu amigo, sem que nada do que estava em cima tivesse se desarrumado.
Esse fato, sem contradita, não é o mais curioso daqueles que teríamos a relatar, mas apresenta essa particularidade, digna de nota, de ter se produzido espontaneamente, sem provocação, num círculo íntimo, onde nenhum dos assistentes, cem vezes testemunhas de fatos semelhantes, tinha necessidade de novos testemunhos; seguramente, não era o caso para o Senhor Home de mostrar as suas habilidades, se habilidades havia.” (1)
Outras manifestações: O que distingue Daniel Douglas Home é sua mediunidade excepcional.
Enquanto outros médiuns obtém golpes leves, ou o deslocamento insignificante de uma mesa, sob a influência do senhor Home os ruídos, os mais retumbantes, se fazem ouvir, e todo o mobiliário de um quarto pode ser revirado, os móveis montando uns sobre os outros.
Igualmente os objetos inertes, ele próprio é elevado até o teto (levitação), depois desce do mesmo modo, muitas vezes sem que disso se aperceba.
De todas as manifestações produzidas pelo Sr. Home, a mais extraordinária é a das aparições, segundo análise de Allan Kardec.
Do mesmo modo sons se produzem no ar ou instrumentos de música tocam sozinhos.
“Seguramente, se alguém fosse capaz de vencer a incredulidade por efeitos materiais, este seria o senhor Home. Nenhum médium produziu um conjunto de fenômenos mais surpreendentes, nem em melhores condições de honestidade.” (2)
O senhor Home realizou várias experiências perante o Imperador Napoleão II.
Durante essas experiências, obteve-se uma prova concreta da assinatura de Napoleão Bonaparte, com a presença da Imperatriz Eugênia, cujo fato aumentou grandemente sua fama.
Jamais esse excepcional médium mercadejou seus preciosos dons mediúnicos.
Teve inúmeras oportunidades, mas sempre se recusou. Dizia ele:
“Fui mandado em missão. Essa missão é demonstrar a imortalidade. Nunca recebi dinheiro por isso e jamais receberei.”
Como todo o médium, o senhor Home foi caluniado e ferido em sua dignidade, mas nunca lhe faltou, nas horas mais difíceis, o amparo de seus mentores espirituais."

HOME morreu de tuberculose em 1868, com 53 anos de idade, sua viúva pediu a Prefeitura de Edimburgo que constituísse um memorial em sua honra e ofereceu-se a pagar 500 libras pelo projeto. Foi erguido o monumento – uma fonte pública com o busto de HOME, depois quebrou e foi demolida.
 
Referências Bibliográficas:
1. EVOCAÇÃO DOS ESPÍRITOS. Espíritos materializados. In:___. Coleção: Mistérios do Desconhecido. Editora Rio de Janeiro: Editores de Time-Life Livros. Abril Livros, 1991;
2. Revista Espírita de 1858, mês de fevereiro. Allan Kardec.
3. Revista Espírita de 1863, mês de setembro.Allan Kardec.
4. http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4015/daniel_douglas_home/.

Vida sem amor


A inteligência sem amor te faz perverso. 
A justiça sem o amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita.
O êxito sem o amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A beleza sem o amor te faz ridículo.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem o amor te faz escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia.
A oração sem o amor te faz introvertido.
A lei sem amor te escraviza.
A política sem o amor te deixa egoísta.
A fé sem o amor se converte em tortura.
A vida sem amor… Não tem sentido 

Padre Marcelo Rossi

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Entre Você e Deus

Oração de Madre Teresa de Calcutá - Reflexão
Muitas vezes o povo é egocêntrico, ilógico e insensato,
- Perdoe-o assim mesmo.
Se você é gentil, o povo pode acusá-lo de egoísta e interesseiro.
- Seja gentil assim mesmo.
Se você for um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
- Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, o povo pode enganá-lo.
- Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
- Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, o povo pode sentir inveja.
- Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje, o povo pode esquecê-lo amanhã.
- Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
- Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no fim das contas, é entre VOCÊ E DEUS.
- Nunca foi entre você e o povo.

HARMONIA MEDITAÇÃO DE DIVALDO PEREIRA FRANCO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amor - Caridade

Duas almas quando se amam verdadeiramente, transformam esse amor em benção... Para aqueles que não o conhecem, essa benção chama-se Caridade.
Video sobre a vida de Francisco de Assis e Clara ... Exemplos de vida e amor-ágape!!! 


Cena do filme "Irmão Sol, Irmã Lua" (Franco Zeffirelli, 1972) - Poesia pura! É uma das obras mais belas já realizadas na história da Sétima Arte!



terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Minuto


A conduta indica a orientação espiritual da criatura.
Surge o ideal realizado, consoante o esforço de cada um.
Amplia-se o ensino, conforme a aplicação do estudante.
Eternidade não significa inércia, mas dinamismo incessante.
O caminho é infinito.
Quem estabelece a rota da viagem é o viajor.
Continua, pois, em marcha perseverante, gastando sensatamente o tesouro dos dias.
Em sessenta segundos, a lágrima pode transformar-se em sorriso, a revolta em resignação e o ódio em amor.
Nessa mínima parcela da hora, liberta-se o espírito do corpo humano, a flor desabrocha, o fruto maduro cai da árvore e a semente inicia a germinação da energia latente.
Analisa o que fazes de tão valiosa partícula do tempo.
Num só momento, o coração escolhe roteiro para o caminho.
Com o Evangelho na consciência, o lazer é tão-somente renovação de serviço sem mudança de rumo.
Não desprezes o tempo, em circunstância alguma, pois quem espera a felicidade se esmera em construí-la.
A hora perdida é lapso irreparável.
Dominar o relógio é coordenar os sucessos da vida.
Nos domínios do tempo, controlamos a hora ou somos ignorados por ela.
Por isso, quanto mais a alma se eleva em conhecimento, mais governa os próprios horários.
Lembra-te de que as edificações mais expressivas são formadas por agentes minúsculos e de que o século existe em função dos minutos.
Não faz melhor quem faz mais depressa, mas sim quem faz com segurança e disciplina, articulando ordenadamente os próprios instantes.
Observa os celeiros de auxílio de que dispões a não hesites.
Distribui os frutos da inteligência.
Colabora nas tarefas edificantes.
Estende a solidariedade a benefício de todos.
Fortalece o ânimo dos companheiros.
Não te canses de ajudar para que se efetue o melhor.
O manancial do bem não tem fundo.
A paz coroa o serviço.
E quem realmente aproveita o minuto constrói caminho reto para a conquista da vitória na Divina Imortalidade.

Do livro “Sol nas Almas”
Psicografado por Waldo Vieira
Pelo Espírito de André Luiz

Que teus dias tenham a doçura e a pureza desta canção!!!

AQUARELA 
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio

 
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)