“O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, a cada um será dado segundo suas próprias obras”.

(Emmanuel)

domingo, 31 de julho de 2011

Aviso Oportuno

 
Um grupo de irmãos, reunidos em estudos doutrinários, solicitou de Emmanuel um conselho sobre o melhor modo de evitar a conversação viciosa e inútil.

E o Amigo espiritual respondeu por intermédio do Chico:

- Vocês observem qual é o rendimento espiritual da palestração. Quando tiverem gasto 40 a 60 minutos de palavras em assuntos que não digam respeito à nossa própria edificação espi­ritual, através de nossa melhoria pelo estudo ou de nossa regenera­ção pessoal com Jesus, façam silêncio, procurando algum serviço, porque, pela conversação impensada, a sombra interfere em nosso prejuízo, arrojando-nos facilmente à calúnia e à maledicência.

Estendemos aos nossos leitores este aviso oportuno.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier - 54
Ramiro Gama

sábado, 30 de julho de 2011

Sigamos com Jesus

Maomé foi valoroso condutor de homens.
Milhões de pessoas curvaram-se-lhe às ordens.
Todavia, deixou o corpo como qualquer mortal e seus restos foram encerrados numa urna, que é visitada, anualmente, por milhares de curiosos e seguidores.
Carlos V, poderoso imperador da Espanha, sonhou com o domínio de toda a Terra, dispôs de riquezas imensas, governou muitas regiões; entretanto, entregou, um dia, a coroa e o manto ao asilo de pó.
Napoleão era um grande homem.
Fez muitas guerras.
Dominou milhões de criaturas.
Deixou o nome inesquecível no livro das nações.
Hoje, porém, seu túmulo é venerado em Paris...
Muita gente faz peregrinação até lá, para visitar-lhe ossos...
Como acontece a Maomé, a Carios V e a Napoleão, os maiores heróis do mundo são lembrados em monumentos que lhes guardam os despojos.
Com Jesus, todavia, é diferente.
No túmulo de Nosso Senhor, não há sinais de cinzas humanas.
Nem pedrarias, nem mármores de preço, com frases que indiquem, ali, a presença da carne e do sangue.
Quando os apóstolos visitaram a sepulcro, na gloriosa manhã da Ressurreição, não havia aí nem luto, nem tristeza.
Lá encontraram um mensageiro do reino espiritual que lhes afirmou: "Não está aqui."
E a túmulo está aberto e vazio, há quase dois mil anos.
Seguindo, pois, com Jesus, através da luta de cada dia, jamais encontraremos a angústia da morte e, sim, a vida incessante.
No caminho de notáveis orientadores do mundo poderemos encontrar formosos espetáculos da glória passageira; contudo, é muito difícil não terminarmos a experiência em desilusão e poeira.
Somente Jesus oferece estrada invariável para a Ressurreição Divina.
Quem se desenvolve, portanto, com o exemplo e com a palavra do Mestre, trabalhando por revelar bondade e luz, em si mesmo, desde as lutas e ensinamentos do mundo, pode ser considerado cidadão celeste.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. 11 edição. FEB. 1996. 

* * * Estude Kardec * * *
A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Oração de hoje: “Sementinhas de luz”


Imagine que estamos no campo, em meio à natureza.
Procure desenvolver um estado de afetividade e de paz interior...  Relaxe...
Mentalize em torno de si um campo de energia luminosa cheio de vitalidade e de alegria.
Faça algumas respirações profundas, lembrando que é o abdômen que deve inflar e contrair nos movimentos respiratórios e não o tórax.
Ao inspirar, visualize esse ar luminoso, carregado de energia e de alegria, penetrando em seu corpo, espalhando-se por ele.
Não pense... Apenas sinta um estado de calma, de profunda paz...
Relaxe.

Elevemos nosso pensamento ao Alto, e digamos mentalmente, procurando visualizar e sentir o que dizemos, com toda intensidade:
Pedimos às Forças Universais do Bem para nos envolverem e a toda a humanidade, conduzindo-nos por caminhos retos. Que elas nos protejam, florindo todos os lares, harmonizando, e infundindo amor em todos os corações.
Que as Forças Universais da Justiça orientem os seres humanos, a fim de que justiça se estabeleça na Terra, em toda a sua extensão.
Pedimos às Forças Cósmicas da Paz e da Luz para se refletirem sobre o nosso planeta, vibrando nos corações e nas mentes de todas as pessoas, pacificando... iluminando... guiando a humanidade pelos caminhos da paz e do bem.
Pedimos às Forças Cósmicas do Amor para se manifestarem na terra, vibrando nos sentimentos das pessoas, tornado-as melhores, mais fraternas e mais solidárias.
Que esse sentimento divinal se transforme em sementinhas de luz nos corações de todos, crescendo e se desenvolvendo em fraternidade e em paz, ajudando nossa humanidade nesta difícil transição para um mundo melhor.
Guarda-nos, oh Criador, e a humanidade inteira, na Tua luz.

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Para OUVIR esta oração copie o link abaixo e cole na barra de endereços do seu navegador:


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OBSERVAÇÃO:
Se você tem crianças ou lida com elas, convide-as a participar do movimento "Crianças orando por um mundo melhor":
 
Para falar conosco, mande e-mail para:

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Liberte Sua Alma


Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve.
*
Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.
*
Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo.
*
Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram.
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Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente.
*
Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio.
*
Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas". 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999. 

* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 27 de julho de 2011

PESSOAS FRUSTRADAS SÃO COMO CAMINHÕES DE LIXO

Um dia peguei um táxi para o aeroporto e estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. Ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: "Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital !"

Foi neste momento que o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele me disse: 

"Muitas pessoas são como caminhões de lixo, pois andam por aí cheias de frustrações, de raiva, traumas e de desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não se pode tomar isso pessoalmente, pois não são problemas nossos !"

E continuou .. 

"você deve apenas sorrir, acenar, desejar-lhes o bem, e ir em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo, respire fundo e DEIXE O LIXEIRO PASSAR...

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões descarregarem o lixo sobre elas. A vida é muito curta e o lixo dos outros é pesado demais para transportarmos. Limpe-se sempre dos sentimentos ruins, dos aborrecimentos no trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações, para não acumular LIXO sobre você.

Ame as pessoas que te tratam bem e trate bem as que não o fazem, porque a vida é 10% o que você faz dela e 90% a maneira como você a recebe!.

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Reflita sobre isso!
Tenha um ótimo dia... Sem lixo!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Filhos pródigos

Quando ouvimos falar de filho pródigo, logo nos vem à mente um homem rico dissipando a sua fortuna material nas festas e gozos do mundo.

No entanto, se dilatarmos nossa visão, perceberemos outros aspectos que merecem atenção.

Os filhos pródigos não estão somente onde há dinheiro em abundância. Podemos encontrá-los em todos os campos da atividade humana, ocupando diversas posições.

Grandes cientistas da terra são perdulários da inteligência, destilando venenos intelectuais, indignos das concessões com que foram aquinhoados.

Artistas preciosos gastam, por vezes, inutilmente, a imaginação e a sensibilidade, através de aventuras mesquinhas, caindo no relaxamento e nos resvaladouros do crime.

Filhos pródigos que estão, nesse momento, desperdiçando a fortuna do tempo, acomodados confortavelmente em uma poltrona, curtindo a ociosidade.

Ou então, usando seus conhecimentos para criar coisas ou situações prejudiciais aos demais.

Há os que dissipam a saúde através dos vícios de toda ordem.

Os que são pródigos em desculpas para seus próprios erros, mas econômicos quando se trata de desculpar os equívocos alheios.

Muitos esbanjam, deliberadamente, as oportunidades de crescimento que a vida oferece a cada instante.

Vários governantes dissipam a confiança que lhes foi depositada, jogando fora a oportunidade de testemunhar dignidade e honradez.

Pais que se demitem da missão que lhes foi conferida e deixam escorrer pelas mãos a bendita oportunidade de elevar moralmente a prole que Deus lhes confiou.

Filhos pródigos somos quase todos nós. Deixando escoar as oportunidades de calar uma ofensa, evitar um ataque de ira, conter um comentário maldoso.

Temos sido avaros, ou comedidos quando se trata de doar-nos, de oferecer algo de nós mesmos.

Somos econômicos quando alguém nos pede uns minutos de atenção, um favor qualquer, mas pródigos em passar as horas ocupando-nos com coisa nenhuma.

Economizamos bons modos, e distribuímos palavrões a mancheias, críticas azedas, queixas sem fim.

Não economizamos o palavrório vão, mas custa-nos falar bem de alguém ou de alguma coisa.

É importante que pensemos um pouco a respeito do uso que temos feito de tudo o que nos é concedido: tempo, saber, saúde, oportunidades.

Porque é sabido que tudo o que esbanjamos nos fará falta, hoje ou amanhã.

É bom verificar se não estamos sendo pródigos demais com as coisas ruins, poupando as nossas virtudes ou deixando de cultivá-las.

Pense nisso!

Os obstáculos que criamos na estrada evolutiva, só retardam a nossa felicidade.

Enquanto nos detivermos nos caminhos estreitos dos enganos, não perceberemos a grande avenida iluminada que nos conduzirá à felicidade suprema.

Essa avenida é a mensagem do Cristo, pois a afirmativa é dele: "eu sou o caminho da verdadeira vida, ninguém chegará ao pai, senão por mim".

Pensemos nisso!



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 24, do livro Pão Nosso.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Apenas o bom senso


Observava a maneira maternal com a qual dona Marta aconselhava um jovem rapaz, que aparentando seus trinta e cinco anos, trazia uma fisionomia triste e apagada.

Embora trabalhasse em um salão de beleza dos mais finos da capital paranaense e tivesse uma clientela das mais selecionadas, faltava brilho em sua vida.

Trabalhando mais ou menos doze horas por dia em contato com as mais variadas personalidades, umas serenas e tantas outras desequilibradas, a rotina estava fazendo com que ele se desanimasse cada vez mais.

Onde o sossego e a tranqüilidade se ao retornar para casa só enfrentava problemas tanto com os filhos quanto com a ex-mulher que quase o enlouqueciam?

Como poder ter um descanso agradável se os familiares conseguiam lhe transtornar por completo?

O tempo passava rapidamente, e percebia-se o total descaso para com tudo que o rodeava, inclusive as pessoas que o amavam.

A autodestruição era evidente e mais forte a cada dia que passava. E não havia a menor chance de aproximação reparadora pois ele mantinha a guarda fechada, não permitindo intromissões nem conselhos.

Mas dona Marta, senhora escolada em muitos anos de trabalho no auxílio fraterno, como quem nada sabia, mas com muita sabedoria comentou com ele algo mais ou menos assim:

Meu filho, como foi que você acordou hoje? O que você sentiu?

Normalmente, como sempre, respondeu amargo. Nada demais que pudesse notar de extraordinário! O mesmo tempo, as mesmas ações, o mesmo comportamento, ou seja, igual a todos ou outros dias de todas as outras semanas dos últimos meses, retrucou com ironia.

E ela, muito sábia, continuou:

Mas, ao acordar, você abriu os olhos e pode contemplar tudo a sua volta, não foi?

Sim. Respondeu secamente.

Depois, fez sua higiene sem auxílio de ninguém e tomou sua bela refeição matinal, desfrutando do bom e do melhor em termos de alimentação não é mesmo?

Claro, este é um item obrigatório, em meu dia de trabalho, senhora.

Mas depois disto, com toda disposição, encaminhou-se para cá, em seu carro, dirigindo, vendo a paisagem da cidade que lhe acolhe e, ao chegar aqui, ouviu e respondeu à várias saudações carinhosas de bom dia dos companheiros de trabalho e clientes, não foi?

Com certeza, e também dei carona a um conhecido que se machucou no futebol e estava temporariamente proibido de dirigir!

Então meu amigo, você não pode dizer que não houve nada que não lhe impressionasse a rotina. Se você pode ver, ouvir, sentir, andar, falar, você já tem, além do que a normalidade, pois tem emprego para onde ir, amigos que lhe acolhem, saúde que sobra e percepções fantásticas do mundo, que nem todos possuem.

Repense seu dia-a-dia e seja, de hoje em diante, um ser radiante, inteiro, porque viver só pela metade é uma perda de oportunidade de ser feliz.

Pense nisso!

Se você também acha que sua vida se transformou em triste rotina, mesclada de aborrecimentos constantes e que nada mais tem graça, pode ser que esteja percebendo o mundo pela metade.

Nesse caso, quebre a monotonia, faça uma visita a um orfanato, a um hospital infantil, a uma casa de repouso para idosos.

Entre em contato com essas pessoas solitárias e dependentes e dedique um pouco do seu tempo.

Se as suas horas perderam a graça, ofereça-as a quem de fato dará a elas muita importância.

Seja voluntário em alguma obra assistencial e verá que tudo a sua volta terá um colorido diferente, devolvendo a você o bom ânimo e a alegria de viver, trabalhar e ser útil.

Pense nisso!
 


 


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

domingo, 24 de julho de 2011

Oi, Jesus! Eu Sou o Zé!


Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.

Venho rezar, respondeu o velho.

Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.

Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo: "Oi, Jesus, eu sou o Zé, vim Lhe visitar".

Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.

Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.

Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.

Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...

O pobre enfermo respondeu prontamente: é verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.

A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.

Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe.

Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz: "Oi, Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".

A história é singela e seu autor é desconhecido.

No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.

Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.

Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?

Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.

Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que ele nos ouvirá?

A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar.

"É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas."

"É um bálsamo que cura nossas chagas interiores."

"É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio".

Enfim, "para as sombras da nossa alma, a oração será sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e luz."

É importante que cultivemos a fé inabalável nas soberanas leis que regem a vida e das quais o Sublime Galileu nos trouxe notícias.

É preciso orar, ainda que a nossa oração seja singela, mas que seja movida pelo sentimento.

...............

"Orando, chegarás ao Senhor, que te deu, na prece, um meio seguro de comunicação com a infinita bondade de Deus, em cujo seio dessedentarás o espírito aflito..."



 

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

sábado, 23 de julho de 2011

Em Defesa da Vida

Eu me lembro, faz muitos anos. Estava começando a minha clínica e atendia em modesta sala de um prédio antigo, situado na rua Barão de Mesquita, esquina de Araripe Júnior, no Andaraí.
Esse consultório estava localizado no primeiro andar do prédio, e o acesso a este se fazia através de larga e longa escada que levava a um corredor espaçoso onde havia algumas cadeiras. Era ali que, sentados, os doentes aguardavam a vez de ser atendidos. Acontecia freqüentemente que me procuravam pessoas de condição social muito modesta e naquele dia, tendo já subido a escada, quando me dirigia à porta que dava entrada ao consultório, deparei com uma mulher moça, em cujo semblante fechado e sombrio entrevi um caso de grande sofrimento. Não me enganei, pois quando chegou a vez de seu atendimento, pude constatar a grande tempestade que se desencadeara em sua mente. À minha habitual pergunta: "Qual o motivo de tua consulta? O que sentes?" - ela respondeu, quase agressivamente:
- Vim aqui apenas para saber se estou grávida, porque se estiver, eu o mato - o autor desta minha desgraça -, em seguida me atiro debaixo de um bonde e acabo assim com a minha desgraçada vida, evitando também que por mim venha ao mundo outro infeliz.
Diante desta inesperada reação da minha cliente, aproximei-me mais da moça e, abrandando o quanto pude a minha voz, disse-lhe, como médico:
- Para responder, minha filha, à tua pergunta, afirmativa ou negativamente, precisaria proceder a certos exames para os quais o meu consultório de simples clínico geral não está preparado e, além disso, de certos testes realizados na urina, próprios para evidenciar a gravidez.
Ia dizer-lhe que deveria procurar um ginecologista ou ir a um ambulatório da especialidade em algum hospital, quando, lembrando-me da minha condição de espírita, que já era, além de médico, irresistivelmente fui levado a dizer-lhe:
-Mas acalma-te; dize-me o que se passa contigo, o que te aconteceu que te está induzindo a praticar atos de tanta gravidade? Conta-me a verdade; quero ajudar-te.
Ouvi, então, daquela desventurada criatura a história de um mau passo a que fora levada pelo filho de sua patroa, em cuja casa era empregada doméstica. Enleada pelo rapaz, que não nutria por ela qualquer sentimento mais nobre, sendo movido apenas por apetites sensuais, quando surpreendida pela ausência de menstruação no dia certo e nos seguintes, caiu em si do ato praticado de humana fraqueza e começou a preocupar-se. Quis enfrentar a realidade com calma e confiança. Ao manifestar, porém, seus receios ao autor daquela situação, este se mostrou insensível, totalmente desinteressado, dizendo-lhe também que nada tinha a ver com aquilo. Ela que se arranjasse.
Foi quando, então, sabedor desses antecedentes e tendo-me inteirado, após superficial exame, de alguns sintomas significativos que a moça já apresentava, como que movido por uma força superior à minha própria vontade, lhe disse, com um tratamento em que pus o máximo que pude de afetividade:
- Escuta, filha, afirmar não te posso, mas é muito provável que estejas mesmo grávida. Mas, mesmo que o estejas, não vais fazer nada disso que planejaste e acabas de me revelar. E isso porque desde este momento tu vais meditar profundamente sobre as conseqüências de atos que atentariam contra a vida de três criaturas de Deus: esse moço que acusas, tu mesma e um ser em formação, indefeso, mas que já é um ser com pleno direito à vida, dentro das Leis da Natureza, que são Leis de Deus.
E falei-lhe, então, sobre tudo aquilo que pode um espírita dizer a respeito das conseqüências espirituais do homicídio e do suicídio, bem como da desatenção à vida de um indefeso ser em gestação. Por fim, disse-lhe:
- Sabedora agora de tudo isto, o que vais, pois, fazer, isso sim, é levar a termo o fruto desta concepção; ele se tornará um menino e tu o receberás como filho de teu coração; a ele te dedicarás, cercá-lo-ás com teus cuidados e o teu carinho maternal; ele se desenvolverá ao calor do teu amor materno e crescerá. Tu lhe ensinarás a andar - que alegria quando o vires dar seus primeiros passinhos! -, e também lhe ensinarás a falar - ele pronunciará a doce palavra mamãe, e tu sorrirás. Educá-lo-ás em casa, primeiro, mas ele se tornará um menino mais crescidinho e o levarás à escola, onde adquirirá novos conhecimentos. Ele se alegrará com tudo isso e te retribuirá com o seu amor filial. Sob tais influxos, da mãe e dos educadores, ao lado de conhecimentos, desenvolverá virtudes. Crescerá mais, tornar-se-á um rapaz, um moço e, enfim, um homem de bem, digno, honesto, capacitado para o trabalho. Será teu arrimo e a alegria de tua vida.
Aquela mulher ouviu, somente. Nada mais disse. Ao despedir-se, porém, o seu semblante era, surpreendentemente, outro; havia nela uma aura de paz e em seus olhos pequeninos luziam duas lágrimas. Saiu e não a vi mais senão quando, alguns meses depois, voltava trazendo nos braços um pequenino ser que agora era - ó Deus de Bondade! - o seu amado filhinho. Contou-me que fizera tudo como lhe havia predito e agora estava feliz com o seu pequenino tesouro. Acompanhei o crescimento e o desenvolvimento dessa criança, tratei todas as enfermidades da sua infância e da sua adolescência. Muitas vezes a visitei, quando febril, na modestíssima casa onde sua mãe morava, nos fundos de uma vila, na rua Gastão Penalva, no Andaraí, mantida por ela através de trabalho honrado e digno. Era, então, o menino Demócrito, nome que lhe dera sua mãe. Esta consagrou-se inteiramente ao filho e conseguiu fazer dele um homem de bem, o qual amparou a sua genitora, suavizando os dias de sua existência. E isto até quando foi ela colher, na Espiritualidade, a compensação que Deus reserva a todos que escutam a sua voz, através da do anjo guardião ou da própria consciência, às vezes, entretanto, despertada por um simples e imperfeito instrumento humano de sua Divina Bondade.

Thiago, Lauro S.. Reformador Abril de 1994. Apud O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto, Capítulo XVI, FEB. 

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Nada de desgosto nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça.
Marco Aurélio (filósofo)

  

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Retribuir o Mal com o Bem


Aprendestes que foi dito: ?Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.? Eu, porém, vos digo: ?Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. - Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?? (S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.)
- ?Digo-vos que, se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus.?(S. MATEUS, cap. V, v. 20.)
?Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam? - Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? - Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas demá vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. - Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.? (S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.)

Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.
A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.
Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os Inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo XII. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996. 

* * * Estude Kardec * * *

Coisas que aprendi com você


Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira, e, imediatamente, tive vontade de fazer outros para você.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua, e aprendi que é legal tratar bem os animais.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.

Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer comida e levar para uma amiga que estava doente, e aprendi que todos nós temos que ajudar a tomar conta uns dos outros.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você me dando um beijo de boa noite e me senti uma pessoa amada e segura.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que eu tinha que ser responsável quando crescesse.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você se desculpar com uma amiga, embora tivesse razão, e aprendi que às vezes vale a pena abrir mão de um ponto de vista para preservar a amizade e o bem-estar nos relacionamentos.

Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você cuidando do vovô com carinho e atenção, e aprendi que devemos tratar bem e respeitar aqueles que nos cuidaram na infância.

Quando você pensava que eu não estava olhando, foi que aprendi a maior parte das lições que precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria lhe dizer: Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!

* * *

Esta é uma mensagem portadora de grandes motivos de reflexão para todos os educadores que desejam atingir seus nobres objetivos no campo da educação.

É uma mensagem importante porque nos faz pensar que nossos educandos estão nos olhando e memorizando mais o que fazemos do que o que dizemos.

Nossos gestos e nossas ações produzem lições mais efetivas do que muitas palavras vazias, jogadas ao vento.

Pense nisso!

E lembre-se sempre: alguém está observando e aprendendo algo com você, em todos os momentos.



 
Redação do Momento Espírita com base em mensagem de autoria desconhecida.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Neste dia do amigo...Amai os vossos Inimigos!


Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte. pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.
Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for. tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo XII - item. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996. 

* * * Estude Kardec * * *
É fácil ser agradável quando a vida corre como uma canção, mas o homem digno é o que sorri quando tudo vai mal. Porque o teste do coração é a dificuldade, e ela sempre chega com os anos, e o sorriso que merece os louvores da terra é o que brilha entre lágrimas.
E.W.Wilcox

  

terça-feira, 19 de julho de 2011

Amigo incomparável


Quanto vale um amigo? Existem pessoas que costumam dizer que tudo na vida tem um preço.

E assim se propõem a comprar o que almejam, em troca de moedas, cédulas e títulos monetários.

Mas, embora tais criaturas assim pensem, com certeza jamais conseguirão comprar um amigo. Porque amigo é alguém muito especial. É alguém em quem se confia, a quem se entrega a vida, a alma.

O amigo é de tal forma precioso que ao se examinar as vidas de pessoas que se destacaram no mundo, sempre descobrimos alguém que lhes dispensou a amizade doce e pura.

Verificando a vida do grande apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso, encontramo-la recheada de amigos.

Gamaliel, seu mestre, é quem acolhe Paulo depois da visão gloriosa em Damasco. É quem o aconselha a um período de retiro para meditação e amadurecimento.

Ananias, o perseguido por Paulo, é o homem que lhe devolve a visão. É ele quem lhe empresta os primeiros fragmentos evangélicos para que o ex-rabino os copie e estude.

Áquila e Prisca são amigos que o acolhem no oásis de Dan, para onde segue o apóstolo.

Foram amigos fiéis até o fim. Companheiros de muitas lutas e andanças, também eles identificados com os ensinos do cristo.

O evangelista Lucas é outro amigo. Nos anos finais de Paulo é o esteio moral e até físico, vivendo ambos sob o terror implantado por Nero.

Paulo registra sua presença na epístola a Timóteo, a segunda, poucas semanas antes de ser assassinado: "Só Lucas está comigo."

Ninguém pode dispensar um amigo que é sustentáculo, apoio.

Significa afeição, oásis no deserto, água refrescante ao sedento.

Por isso, agradeça a Deus pelo seu amigo.

Ele representa, em síntese, uma parcela do amor de Deus que se expressa em forma humana, na face da terra.

Mas acima e além de tudo, não se esqueça de um amigo incomparável. Ele se chama Jesus.

Cristo é um amigo à parte. Nenhum outro que a ele se assemelhe.

Os amigos terrenos lançam raízes nos corações, mas acima de todos eles, cristo impera sozinho, incomparável, indiscutível.

Não o esqueça, jamais, nas sombras das suas noites ou na claridade radiosa dos seus dias de alegria.

Você sabia?

Você sabia que Jesus afirmou que "ninguém tem maior amor que o daquele que dá a sua vida por seus amigos?"

E que disse também: "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando?"

O convite aí está. Atendamo-lo. 



 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro as marcas do Cristo, vol. 1, cap. 4, e O Evangelho de João 15:14,15.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Irradiação Violeta


Um dos sete Raios é o Violeta. Ele contém a purificação, transmutação e liberdade, também compaixão, apelo e ritual. Seus dirigentes são Mestre Saint Germain, Arcanjo Ezequiel e seus complementos, a Santa Ametista, o Mestre Kamakura, a Mestra da Graça e Misericórdia Kwan Yin. e o grande Elohim Arcturus. O uso do Fogo Violeta, Irradiação Violeta foi dado aos homens para eliminar as situações caóticas na Terra.
Os Mestres nos dizem: para nós não é possível descrever em palavras a Força do Fogo Violeta.
Se pudésseis ver o que acontece quando acionais estas forças, não deixaríeis de utilizá-las. É uma ação muito abençoada, e muitos ajudantes aumentam suas forças ao se associarem a vós. Através dos vossos apelos, esta Chama purificadora é colocada em movimento. Pensai sobre o que podeis realizar se o fizerdes freqüentemente. O uso do Fogo Violeta é de elevada eficácia. Ele contém a força da purificação, da transmutação e da cura. Assim, a Chama Violeta é uma energia que, através do uso diário, quando carregada com a força do SENTIMENTO, não falha em seu efeito.
Todo aluno deveria se envolver, todas as manhãs, durante sua meditação, na Chama Violeta que protege e purifica. Isto pode acontecer da seguinte maneira: "mantende-vos em calma e harmonia. Primeiro refleti sobre a Presença Divina dentro de vós e visualizai uma Chama Violeta. Colocai-vos dentro dessa Chama e deixai-vos transpassar por sua energia que purifica, cura e constrói. Entregai-vos totalmente a este sentimento. Senti a energia perpassar todas as partes do corpo até cada célula. Concentrai-vos nos órgãos doentes e fracos e iluminai-os. A Luz Violeta é uma força curadora e tem influência sobre os corpos sutis. Nesta área realiza-se a cura que se transporta para o corpo físico. Todas as causas estão no corpo etérico porque toda força vital de lá flui ao corpo físico". A utilização do Fogo Violeta é diversificada. Podeis envolver tudo e todos nesta Luz Violeta que cura e constrói. Quando vos envolverdes todas as manhãs no Raio Violeta, lembrai-vos, freqüentemente, durante o dia, deste campo de força e dai-lhe um novo impulso. Assim ficareis mais protegidos e qualquer infelicidade ou desarmonia será mantida longe de vós.

Sois Criadores Do Vosso Mundo! 

Fonte:NAVELUZ

Deixo-a todinha pra vocês!

Beijos de LUZ!

domingo, 17 de julho de 2011

PAIS BRILHANTES


"É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas precárias condições de vida.
Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas propriedades.
Filhos agridem pais porque eles não lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram.
Irmãos que mentem, enganam para ter um quinhão maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos.
Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a segunda guerra mundial, escreveu: Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus últimos pedaços de pão.
Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas - escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.
Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, é uma melhor educação. Não essa educação que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a formação do caráter da
criatura.
E para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem
verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a
verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prêmio ou compensação.
Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.
Pais que não desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida.
Pais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, dialogar e ouvir.
Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos,
descobrindo-lhes o mundo íntimo.
Pais que não se preocupem somente com festas de aniversário, tênis, roupas, produtos eletrônicos. Mas que também se preocupem em dialogar.
Pais que sabem que não devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornará fracos, dependentes.
Pais que dêem algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.
Em suma: um autêntico processo de educação, em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros.
E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa de griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias.
Será alguém que se preocupa não somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante.
Alguém que reconhecerá a grande diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil à comunidade, um cidadão honrado, um homem de bem.

***

É possível que você diga que trabalha muito e não tem tempo.
Contudo, faça do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com seus filhos.
Role no tapete, faça poesias. Brinque, sorria. Conheça-os e permita que eles o conheçam.
Lembre-se, por fim: seus filhos não precisam de um super-homem, de um
executivo bem sucedido, de um empresário muito rico.
Para eles não importa se você é médico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.
Importa, sim, o ser humano que você é e que os ensinará a ser. "


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Equipe de Redação do Momento Espírita

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sábado, 16 de julho de 2011

Presunção e grandeza real


Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: "Vou te esmagar e acabar com a tua beleza."

Ela não se perturbou e respondeu: "Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti."

Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas.

O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: "Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz."

O pequenino inseto sorriu e contestou: "Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar."

A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: "Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranqüila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um pobre coitado!"

A avezinha feliz, embora prisioneira, respondeu: "Não te invejo, amiga. É verdade que és muito preciosa, bela e forte. Eu sou uma pequena ave, frágil e prisioneira.

Apesar disso, desfruto de alegria porque posso cantar, quando queira. Não preciso esperar que ninguém me sopre." E, embevecida, pôs-se a trinar.

A vela mal foi acesa, tremeluziu e, embora espalhando fraca luminosidade, espancou as trevas próximas.

Orgulhosa, passou a se gabar de ter vencido a sombra.

Uma estrela de primeira grandeza, fulgurando no infinito, prosseguiu espalhando a sua intensa luz, sem nada comentar.

O pavio, na lamparina, dizia de forma petulante ao azeite em que estava mergulhada: "Como és pegajoso e desagradável. Nem podes imaginar o quanto te desprezo."

O combustível, atento ao seu mister, nada disse. Continuou a servir, humilde, permitindo que a lamparina ardesse e brilhasse, porque essa era a sua tarefa. E a desejava cumprir com alegria.

O regato corria risonho por entre as pedras miúdas. Olhando para suas margens, acusou a vegetação abundante de lhe roubar o líquido precioso.

Mãos irresponsáveis vieram, um dia, e arrancaram violentamente toda a vegetação. O córrego sorriu, satisfeito.

Tempos depois, sem a defesa natural que a sombra lhe propiciava, a ardência do sol absorveu a água e o regato desapareceu.

O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente.

A humildade, por sua vez, permanece e felicita.

Sê tu aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida.

Cumpre, assim, com o teu dever. E, não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da terra.

Continua a agir no bem, a servir sempre.

Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes para outras paragens, por alongado tempo.

***

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e, sabendo-te fadado à grande luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.

Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro.

 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Presunção e grandeza real, do livro Em algum lugar do futuro, Espírito Eros, por Divaldo Franco e cap. XX e XXX do livro Afinidade, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Deve-se Expor a Vida por um Malfeitor?


Acha-se em perigo de morte um homem; para o salvar tem um outro que expor a vida. Sabe-se, porém, que aquele é um malfeitor e que, se escapar, poderá cometer novos crimes. Deve, não obstante, o segundo arriscar-se para o salvar?

Questão muito grave é esta e que naturalmente se pode apresentar ao espírito. Responderei, na conformidade do meu adiantamento moral, pois o de que se trata é de saber se se deve expor a vida, mesmo por um malfeitor. O devotamento é cego; socorre-se um inimigo; deve-se, portanto, socorrer o inimigo da sociedade, a um malfeitor, em suma. Julgais que será somente à morte que, em tal caso, se corre a arrancar o desgraçado? E, talvez, a toda a sua vida passada. Imaginai, com efeito, que, nos rápidos instantes que lhe arrebatam os derradeiros alentos de vida, o homem perdido volve ao seu passado, ou que, antes, este se ergue diante dele. A morte, quiçá, lhe chega cedo demais; a reencarnação poderá vir a ser-lhe terrível. Lançai-vos, então, ó homens; lançai-vos todos vós a quem a ciência espírita esclareceu; lançai-vos, arrancai-o à sua condenação e, talvez, esse homem, que teria morrido a blasfemar, se atirará nos vossos braços. Todavia, não tendes que indagar se o fará, ou não; socorrei-o, porquanto, salvando-o, obedeceis a essa voz do coração, que vos diz: "Podes salvá-lo, salva-o!" - Lamennais. (Paris, 1862.)

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996. 

* * * Estude Kardec * * *

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A PALAVRA

Poderoso veículo de comunicação, a palavra é instrumento que poucos utilizam como deveriam.
A boa palavra ergue e consola, ensina e corrige, ampara e salva.
A má palavra envenena e mata, enlouquece e fulmina, desequilibra e arma de ódio.
Muitos falam sem pensar, gerando antipatias e fomentando crimes.
Outros pensam sem falar e perdem as oportunidades edificantes de sustentar o ideal do bem e da vida.
Falar por falar expressa desequilíbrio, tanto quanto calar, sempre, denota doentia introspecção.
*
Dispões desse abençoado instrumento para preservar a vida e enriquecê- la de bênçãos, que é a palavra.
Usa o verbo com sabedoria, ensinando, ajudando e impulsionando as pessoas ao avanço, ao progresso.
Articula a palavra sem gritaria, nem desconcerto emocional, de modo que se te faça agradável, inspirando os que te ouvem e gerando simpatia em teu favor.
A arte de falar é conquista que todos devem lograr.
Não a esgrimas com teu verbo, nem a sepultes no mutismo da alienação.
Fala sobre o bem, o amor e a esperança, propondo a alegria entre as criaturas e ensinando-as a adquirir segurança pessoal no processo da evolução.

Divaldo P. Franco. Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 11. LEAL. 

* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A fábulo do porco espinho






Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.


Moral da História



O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Avance sempre

Na vida as coisas, às vezes, andam muito devagar.
Mas é importante não parar.
Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.
Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena.
Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.
Continue andando e fazendo.
O que parecia fora de alcance vai parecer um pouco mais próximo, e até dormindo você vai movendo-se para frente.
A cada momento intenso que você dedica com paixão e a amor em Cristo Jesus, um pouquinho mais você se aproxima

do nosso Rei.
Se você pára completamente é muito mais difícil começar tudo de novo.
Então continue andando e fazendo.
Não desperdice a base que você já construiu.
Existe alguma coisa que você pode fazer agora mesmo, hoje, neste exato instante.
Pode não ser muito, mas vai mantê-lo na vida
mosqueteiros
E como mosqueteiro
Vá rápido quando puder. Vá devagar quando for obrigado. Mas, seja lá o que for, continue. O importante é não parar!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MENTE PERFEITA, CORAÇÃO PURO

Mahatma Gandhi escreveu “Uma mente perfeita vem de um coração puro. Não o coração que os médicos vêem com o estetoscópio, mas o coração que é a sede de Deus. Diz-se que a experiência de Deus no coração impede a possibilidade do pensamento impuro, ou vazio, entrar na mente”.
            Em Yoga esta idéia é “Samâdhi”. “Sam” quer dizer cheio; “â”, para sempre e “dhi” significa conscientização. O conjunto simboliza que “estamos completos na Divina Majestade”. No sentido de Yoga, o coração puro eleva o espírito do temporal, mortal e finito; mudando experiências imperfeitas para o eterno imortal, infinito, permanente e de vida perfeita. O Espírito é libertado e chega ao seu estado celestial, e cheio de amor. Por isto Paulo escreveu: “Eu não vivo o eu, porém Cristo vive dentro de mim”.
            O caminho se inicia quando começamos a nos perguntar as questões mais importantes: “Quem sou eu?” — “De onde venho?” — “Para onde vou?” — “O que devo fazer?”.
Sócrates observava que a vida sem reflexão não faz sentido e não vale a pena ser vivida. Infelizmente muitas pessoas nunca fazem uma pausa para perguntarem-se quem são. Somos escritores que nunca param para apontarmos nossos lápis.
            O sábio nos convida para termos reflexão de nós mesmos e não esperar uma crise para fazê-lo. Os Mestres confirmam que dentro de nós está escondida nossa natureza pura e verdadeira e que estamos libertados quando paramos para pensar.
            Para experimentarmos a libertação de nós mesmos é necessário praticarmos constantemente a vida espiritual para a qual não há substituto. Este despertar é muito agradável e mostra novas visões e novas possibilidades, podendo nos transportar a lugares mentais maravilhosos e purificar nossos pensamentos ocultos.
            Somente os que procuram felicidade a encontra. Pára de correr e chegue. Nossa cultura contemporânea nos guia pouco na espiritualidade. Andamos em outras direções. Chegamos a ruas sem saída. Porém, com uma contínua busca, sincera e honesta, afinal centramos a felicidade em nossos corações.
            Com o tempo descobrimos um caminho que é certo e que tem muito sentido. Ficamos com novas idéias e passamos a viver mais espiritualmente. Geralmente, o homem vive na escuridão e procura a luz.
            Um dia podemos encontrar esta luz a qual mostra que nosso espírito está dentro do Espírito Divino, como ondas no mar que também são oceano. Esta descoberta brota como flores perfumadas na realidade da vida. Passamos a entender nós mesmos e assim chegamos à conscientização Celestial.

Haroldo J Rahm, SJ – Fundador da APOT – Instituição Padre Haroldo

domingo, 10 de julho de 2011

O Carvão


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino de oito anos de idade, acompanha-o desconfiado. Antes que seu pai falasse alguma coisa, fala irritado:

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim para ele. Quero matar esse cara!

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco de carvão. Levou o referido saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.
 Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amigo Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, aproxima-se do menino e lhe pergunta:

- Filho, como está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso fala:

- Venha comigo até meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas olhe para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com os nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, ficam sempre em nós mesmos.


***************   ***************

Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações.
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter.
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino. 

“Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.” Mt 18:21-22


Fonte: revista "Comunidade" Paróquia Santa Margarida Maria.

sábado, 9 de julho de 2011

A Fé e a Caridade

Disse-vos, não há muito, meus caros filhos, que a caridade, sem a fé, não basta para manter entre os homens uma ordem social capaz de os tornar felizes. Pudera ter dito que a caridade é impossível sem a fé. Na verdade, impulsos generosos se vos depararão, mesmo entre os que nenhuma religião têm; porém, essa caridade austera, que só com abnegação se pratica, com um constante sacrifício de todo interesse egoístico, somente a fé pode inspirá-la, porquanto só ela dá se possa carregar com coragem e perseverança a cruz da vida terrena.
Sim, meus filhos, é inútil que o homem ávido de gozos procure iludir-se sobre o seu destino nesse mundo, pretendendo ser-lhe licito ocupar-se unicamente com a sua felicidade. Sem dúvida, Deus nos criou para sermos felizes na eternidade; entretanto, a vida terrestre tem que servir exclusivamente ao aperfeiçoamento moral, que mais facilmente se adquire com o auxílio dos órgãos físicos e do mundo material. Sem levar em conta as vicissitudes ordinárias da vida, a diversidade dos gostos, dos pendores e das necessidades, é esse também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Com efeito, só a poder de concessões e sacrifícios mútuos podeis conservar a harmonia entre elementos tão diversos.
Tereis, contudo, razão, se afirmardes que a felicidade se acha destinada ao homem nesse mundo, desde que ele a procure, não nos gozos materiais, sim no bem. A história da cristandade fala de mártires que se encaminhavam alegres para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para serdes cristãos, não se vos faz mister nem o holocausto do martírio, nem o sacrifício da vida, mas única e exclusivamente o sacrifício do vosso egoísmo, do vosso orgulho e da vossa vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e vos sustentar a fé. - Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.)

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo XI. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996. 

* * * Estude Kardec * * *

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Escala Espírita

DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS 

 
96. São iguais os Espíritos, ou há entre eles qualquer hierarquia?
"São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado."
97. As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são em número determinado?
"São ilimitadas em número, porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. odavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais.
"Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza."
98. Os Espíritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupação dominante, têm o poder de praticá-lo?
"Cada um deles dispõe desse poder, de acordo com o grau de perfeição a que chegou. Assim, uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Todos, porém, ainda têm que sofrer provas."
99. Os da terceira categoria são todos essencialmente maus?
"Não; uns há que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de praticá-lo. Há também os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que malignos, que se comprazem antes na malícia do que na malvadez e cujo prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se riem."

ESCALA ESPÍRITA

Observações preliminares. A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes se apagam, como nos reinos da Natureza, como nas cores do arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem. Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista donde se considere a questão. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência. Sejam, porém, quais forem, em nada alteram as bases da ciência. Assim, é natural que inquiridos sobre este ponto, hajam os Espíritos divergido quanto ao número das categorias, sem que isto tenha valor algum. Entretanto, não faltou quem se agarrasse a esta contradição aparente, sem refletir que os Espíritos nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo. Deixam-nos a nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas.
Façamos ainda uma consideração que se não deve jamais perder de vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, há os muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem Espíritos, todos devam saber tudo. Qualquer classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora no mundo dos Espíritos, os que possuem limitados conhecimentos são, como neste mundo, os ignorantes, os inaptos a apreender uma síntese, a formular um sistema. Só muito imperfeitamente percebem ou compreendem uma classificação qualquer. Consideram da primeira categoria todos os Espíritos que lhes são superiores, por não poderem apreciar as gradações de saber, de capacidade e de moralidade que os distinguem, como sucede entre nós a um homem rude com relação aos civilizados. Mesmo os que sejam capazes de tal apreciação podem mostra-se divergentes, quanto às particularidades, conformemente aos pontos de vista em que se achem, sobretudo se se trata de uma divisão, que nenhum cunho absoluto apresente. Lineu, Jussieu e Tournefort tiveram cada um o seu método, sem que a Botânica houvesse em conseqüência experimentado modificação alguma. É que nenhum deles inventou as plantas, nem seus caracteres. Apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos ou classes. Foi assim que também nós procedemos. Não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres. Vimos e observamos, julgamo-los pelas suas palavras e atos, depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos em dados que eles próprios nos forneceram.
Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.
Esta divisão nos pareceu perfeitamente racional e com caracteres bem positivados. Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em número suficiente, os principais matizes do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benévolas instruções jamais nos faltaram.
Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações conosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos. Faremos, todavia, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de várias categorias, o que seus atos e linguagem tornam possível apreciar-se.

TERCEIRA ORDEM. - ESPÍRITOS IMPERFEITOS

Caracteres gerais. - Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes.
Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.
Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.
A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia; seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e mais ou menos abjetos seus sentimentos.
Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco que sabem se confunde com as idéias e preconceitos da vida corporal. Não nos podem dar mais do que noções errôneas e incompletas; entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.
Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter. Todo Espírito que, em suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito desta ordem.
Eles vêem a felicidade dos bons e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar. Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puní-los, quer que assim julguem.
Podem compor cinco classes principais.
Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS. - São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.
Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos, como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. Suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem.
Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas; outros os designam pelos nomes de demônios, maus gênios, Espíritos do mal.
Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a que pertençam, e o verniz da civilização não os forra ao opróbrio e à ignomínia.
Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. - São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.
Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de idéias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.
Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. - Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa de reflexo dos preconceitos e idéias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.
Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS. - Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da Humanidade, quer no que concerne ao moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.
Sexta classe. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES. - Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Afiguram-se, mais do que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando denotam caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.

SEGUNDA ORDEM. - BONS ESPÍRITOS

Caracteres gerais - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos.
Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição.
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.
A esta ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de divindades benfazejas.
Podem ser divididos em quatro grupos principais:
Quinta classe. ESPÍRITOS BENÉVOLOS. - A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos. Hão progredido mais no sentido moral do que no sentido intelectual.
Quarta classe. ESPÍRITOS SÁBIOS. - Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais, do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos.
Terceira classe. ESPÍRITOS DE SABEDORIA. - As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas.
Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES. - Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem.
Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo.

PRIMEIRA ORDEM. - ESPÍRITOS PUROS

Caracteres gerais. - Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.
Primeira classe. Classe única. - Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.
Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.
Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.


Allan Kardec. Da obra: O Livro dos Espíritos. 76 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1995. 


* * * Estude Kardec * * *
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