“O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, a cada um será dado segundo suas próprias obras”.

(Emmanuel)

domingo, 8 de maio de 2011

AS PALAVRAS MÁGICAS


Não se deixe dobrar, dominar, diante do chamado peso da vida, o qual peso mesmo não é.
Se algo lhe sacode o espírito, não se considere pessoa vencida, derrotada.
Pois, se derrotado está, como seguir para a frente?
Para modificar o que se apresenta, erguer-se, pôr-se de pé,  vencer,
reúna pensamentos de força, progresso e ânimo, que, articulados com as bênçãos de Deus,
demovam, arrastem e joguem longe os entraves que pareciam ser intransponíveis.
Reduza as dificuldades.
Um peso não é nada para uma força que fácil o levanta."
Lourival Lopes, Extraído de "Sabedoria todo dia"

 
Palavras mágicas são aquelas que abrem portas.
Nada complicado como abracadabra ou qualquer coisa do género.
São aquelas simples e que ficam tão corriqueiras que muitas vezes nos esquecemos.
É incontestável o poder das palavras nas nossas vidas.
As que dizemos e as que calamos;
as que saem do olhar, as que são ditas com lágrimas,
as que fluem de um sorriso, as que são gritadas em silêncios que machucam...
... e aquelas tão simples que parecem banais demais,
mas que nos tornam pessoas educadas, simpáticas, agradáveis
e que nem precisam de estudos ou sermos adultos para que façam parte do nosso vocabulário.

Um obrigado substitui centenas de outras palavras;
um bom dia pode ser o primeiro raio de sol na nossa janela,
assim como um boa noite o último raio de luar da noite.

Com licença abre caminhos e perdão e desculpe derretem corações
e podem trazer oportunidades que estavam perdidas para sempre.
O por favor faz hesitar o mais endurecido dos corações e pode até fazer com que mude de ideia.
Você é importante pra mim eleva a auto-estima; você vai vencer nos dá coragem para prosseguir e, enfim, as mais poderosas de todas as palavras: amo você!
Nessas palavras estão incluídos dicionários inteiros, até mesmo com as palavras que desconhecemos.
A gentileza é uma arte que não nos custa nada e que nos trás enormes benefícios.
O mundo não nos pertence e não vivemos isolados como ilhas no meio do oceano.
Fazer uso das palavrinhas mágicas no nosso dia-a-dia não só vai nos tornar pessoas mais simpáticas,
vai também construir pontes entre nós e aqueles que o Senhor escolheu
para fazerem parte da história da nossa vida.
Pense nisso...
Paz e Luz!
 LETICIA THOMPSON 

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sábado, 7 de maio de 2011

Como Entender a Segunda Morte à Luz do Espiritismo


Um homem é basicamente, um ser tríplice, constituído de espírito, perispírito e corpo físico. A maioria já entende isso, sem dificuldade. A morte do perispírito, ou ?segunda morte?, ocorre quando o espírito, em sua caminhada para Deus, passa a reencarnar em mundos nos quais necessita de um intermediário mais sutil. Este tipo de ?morte? pode acontecer também no caso da formação de ovóides, quando uma idéia obsessiva de ódio ou vingança, por exemplo, destrói momentaneamente o corpo espiritual. Somente o espírito é imortal e eterno.

Até quando o corpo espiritual acompanha o espírito no caminho rumo à perfeição? O corpo espiritual é também um envoltório perecível? Em ?O Livro dos Espíritos?, há os seguintes esclarecimentos:

Questão 186 ? ?Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito??

Resposta ? ?Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.?

Ainda na questão 186 ? ?Parece resultar daí que, entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de Espírito puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada; não??

Resposta ? ?Semelhante demarcação não existe. A diferença entre ume outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer.?

Na questão 187, Allan Kardec pergunta se a substância do perispírito é a mesma em todos os mundos. Os espíritos informa que não: ?É mais ou menos etérea. Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro, operando-se, porém, essa mudança com a rapidez do relâmpago.?

Comentando o mesmo tema, na questão 257, Kardec esclarece: ?Sabemos que quanto mais eles se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.?

A conclusão é simples: quanto mais evoluímos, mais sutil torna-se o perispírito. No estágio de espíritos puros, tal roupagem fica tão tênue que os espírito inferiores, como nós, a consideram inexistentes.

Durante a permanência em planetas como a Terra, o espírito repete várias vezes, quantas forem necessárias, a experiência de reencarnação. No desencarne, deixa no mundo físico o duplo etéreo e o corpo físico. Ao regressar ao mundo espiritual, desembarca com o chamado corpo de relação, agregando ?matéria? mais sutil.

No processo inverso, durante a encarnação, o espírito carrega consigo as marcas perispirituais que o ajudarão a construir, no ventre materno, o duplo etéreo e o corpo físico ? veículos perecíveis que utiliza, enquanto encontra-se no plano físico.

Nos dois casos, a roupagem de que se serve o espírito obedece sempre à lei de afinidade. À medida que evolui moralmente, com o pensamento mais equilibrado, o espírito emite ondas de maior freqüência. Em decorrência, a densidade do perispírito se transforma, pela perda de moléculas mais densas, porque estas passam a não ter mais afinidade com a freqüência vibratória do espírito.

Uma comparação grosseira serve para facilitar o entendimento. Imagine um pedreiro teimoso, que queira colocar massa sem preparar adequadamente a parede. Será, inevitavelmente, malsucedido, por falta de aderência dos materiais.

Vai chegar o momento, na viagem rumo à perfeição, em que o corpo perispiritual deixará de atender às necessidades do espírito.

No livro ?Libertação?, André Luiz espanta-se quando se depara com entidades espirituais, as quais chamou de ovóides. O fenômeno permitiu o seguinte diálogo com o instrutor Gúbio:

?Nunca havia observado, antes, tal fenômeno. Em nossa colônia de residência, ainda mesmo em se tratando de criaturas perturbadas e sofredoras, o campo de emanações era sempre normal. E quando em serviço, ao lado de almas em desequilíbrio, na Esfera da Crosta, nunca vira aquela irregularidade, pelo menos quanto me fora, até ali, permitido observar.

?Inquieto, recorri ao Instrutor, rogando-lhe ajuda.

? André ? respondeu ele, circunspecto, evidenciando a gravidade do assunto ?, compreendo-te o espanto. Vê-se, de pronto, que és novo em serviços de auxílio. Já ouviste falar, de certo, numa ?segunda morte?

? Sim ? acentuei ?, tenho acompanhado vários amigos à tarefa reencarnacionista, quando, atraídos por imperativos de evolução e redenção, tornam ao corpo de carne (1). De outras vezes, raras aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual, conquistando planos mais altos (2). A esses missionários, distinguidos por elevados títulos na vida superior, não me foi possível seguir de perto.

Gúbio sorriu e considerou:

? Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável (1) e perecível (2), embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita.

? Sim... ? acrescentei, reticencioso, em minha sede de saber.

? Viste companheiros ? prosseguiu o orientador ?, que se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar (2), e observaste irmãos que se submeteram a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre.? (1).

Nas partes assinaladas com o número (1), confirma-se a transformação que o corpo espiritual sofre nas entradas e saídas da vida física.

Nas seqüências marcadas com (2), o orientador Gúbio trata da segunda morte, que é a perda do veículo perispiritual, para reencarnação em mundos mais evoluídos.

Terceira situação de ?morte? é a dos ovóides (destruição temporária do corpo espiritual), que provocou o diálogo de Gúbio com André Luiz. Neste caso, as características do perispírito permanecem em estado latente, como a semente que guarda em si as potencialidades da árvore. Ocorre desagregação de ?matéria?, com inevitável redução do corpo de relação, explicável pela plasticidade e maleabilidade do perispírito.

COMPULSÓRIO ? O mergulho na carne, quase sempre compulsórios, nesses casos, permite ao espírito reconstruir a forma do corpo espiritual.

Gúbio também se refere ao abandono do corpo espiritual, quando o espírito se eleva, rumo a esferas superiores.

Assim, o corpo espiritual tem duração temporária e é perecível como o corpo físico.

Recomendo, como complemento, a leitura do livro ?Evolução em Dois Mundos?, de André Luiz, na parte que trata do corpo espiritual depois da morte.

O espírito segue a caminhada com o corpo mental, o qual vai-se depurando até a pureza máxima da matéria que conhecemos, ou seja, o fluido cósmico universal.


(Paulo Nagae)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Prece


No seu livro "o profeta", Gibran Khalil Gibran fala da prece com grande propriedade: "vós rezais nas vossas aflições e necessidades; se pudésseis rezar também na plenitude de vossa alegria e nos dias de abundância..."

Pois que é a oração senão a expansão de vosso ser no éter vivente?

E se vos dá conforto exalar vossas trevas no espaço, maior conforto sentireis quando exalardes a aurora de vosso coração.

E se não podeis reter as lágrimas quando vossa alma vos chama para orar, ela vos deveria esporear repetidamente, embora chorando, até que aprendêsseis a orar com alegria."

São considerações bastante oportunas.

Estamos acostumados a utilizar a prece apenas como um último e desesperado recurso.

Quando não se sabe mais o que fazer, a quem mais pedir socorro, suplica-se ao Pai por auxílio.

Mas será essa a única função da prece?

Ligar o homem a Deus em momentos de desesperança e de sofrimento?

É claro que não.

Por meio da prece entramos em sintonia com Deus e com os espíritos superiores que nos tutelam e acompanham na jornada terrestre.

Esse contato é uma forma eficiente de comunicação em qualquer circunstância.

Pedir, apenas, é uma maneira muito infantil de manter-se em contato com a espiritualidade superior.

Agindo assim, comportamo-nos como aquela criança que apenas se lembra dos pais quando se fere e se encontra em dificuldades.

Daí sai correndo, choramingando e pula, entre soluços, no colo dos pais em busca de consolo e de solução fácil e rápida para suas dores.

Ainda somos crianças para Deus.

Crianças que choram diante das contrariedades e que tentam barganhar vantagens por meio da prece.

Pedimos ao Pai coisas absurdas e que em nada contribuiriam efetivamente para nossa felicidade.

Queremos que nossas vidas sejam para sempre um mar de rosas, repletas de dias ensolarados e de prazeres constantes e renovados.

Muitos pensam em Deus e lembram de orar apenas em momentos de sofrimento.

Quando o vento frio do sofrimento, aliado à chuva da desdita nos toca o rosto de forma inclemente, aí então buscamos o colo do Pai, orando humildemente.

Até então, corríamos felizes e despreocupados pelos vales floridos da vida, acreditando sermos capazes de realizar tudo e qualquer coisa sozinhos.

Quando tudo está bem, imaginamos que a dor não nos tocará jamais.

Por isso, displicentes, não estabelecemos contato com o Pai, pela prece.

Esquecemos de agradecer pelo bem que usufruímos e pelas dádivas numerosas que nos são ofertadas diária e constantemente.

Crianças que se crêem auto-suficientes.

Seres que ainda precisarão da dor a tocar-lhes as fibras mais sutis da alma para se darem conta de sua pequenez e de quanto, ainda e sempre, necessitarão do amor e da bondade do Pai.

...............

Faça da prece um meio de comunicação constante com o criador.

Não são necessários versos decorados, nem fórmulas especiais para estabelecer esse contato.

É preciso apenas a vontade sincera e a concentração do pensamento no bem, para que a sintonia se realize.

O Pai está sempre em contato conosco, compete-nos perceber sua presença e permitir-nos dividir com ele todos os nossos momentos. 



 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro O Profeta de Gibran Khalil Gibran, pp. 65-66, editora Acigi.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Perdão das Ofensas


Quantas vezes perdoarei a meu irmão? Perdoar-lhe-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Aí tendes um dos ensinos de Jesus que mais vos devem percutir a inteligência e mais alto falar ao coração. Confrontai essas palavras de misericórdia com a oração tão simples, tão resumida e tão grande em suas aspirações, que ensinou a seus discípulos, e o mesmo pensamento se vos deparará sempre. Ele, o justo por excelência, responde a Pedro: perdoarás, mas ilimitadamente; perdoarás cada ofensa tantas vezes quantas ela te for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que torna uma criatura invulnerável ao ataque, aos maus procedimentos e às injúrias; serás brando e humilde de coração, sem medir a tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial por ti faça. Não está ele a te perdoar freqüentemente? Conta porventura as vezes que o seu perdão desce a te apagar as faltas?
Prestai, pois, ouvidos a essa resposta de Jesus e, como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai de indulgência, sede caridosos, generosos, pródigos até do vosso amor. Dai, que o Senhor vos restituirá; perdoai, que o Senhor vos perdoará; abaixai-vos, que o Senhor vos elevará; humilhai-vos, que o Senhor fará vos assenteis à sua direita.
Ide, meus bem-amados, estudai e comentai estas palavras que vos dirijo da parte dAquele que, do alto dos esplendores celestes, vos tem sempre sob as suas vistas e prossegue com amor na tarefa ingrata a que deu começo, faz dezoito séculos. Perdoai aos vossos irmãos, como precisais que se vos perdoe. Se seus atos pessoalmente vos prejudicaram, mais um motivo aí tendes para serdes indulgentes, porquanto o mérito do perdão é proporcionado à gravidade do mal. Nenhum merecimento teríeis em relevar os agravos dos vossos irmãos, desde que não passassem de simples arranhões.
Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. Aquele que enveredou por esse caminho não tem que se afastar daí, ainda que por pensamento, uma vez que sois responsáveis pelos vossos pensamentos, os quais todos Deus conhece. Cuidai, portanto, de os expungir de todo sentimento de rancor. Deus sabe o que demora no fundo do coração de cada um de seus filhos. Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo. Simeão. (Bordéus, 1862.) 

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo X, Item 14. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996. 

* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ante os que partiram

É possível que nenhum sofrimento na Terra seja comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração enregelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inevitável, na fisionomia daqueles que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já apertaram contra o peito o corpo inerte de um ser amado, consumidos pela dor e pela angústia da separação.

Falem aqueles que, varados de saudade, inclinaram-se, esmagados de solidão, à frente de um túmulo, perguntando em vão pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bater à porta, reprime o desespero e dilui a corrente de mágoa, na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto amargo e revoltado lhes fustigam a alma.

Também eles pensam e lutam, sentem e choram.

Atravessaram a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram.

Ouvem-lhes as lamúrias e as súplicas e sofrem cada vez que os afetos deste plano da vida se rendem à inconformação ou ao desânimo.

Lamentam-se pelos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, compartilhando contigo de dores e de alegrias.

Rejubilam-se com tuas vitórias e consolam-te nas horas amargas, para que não te percas no frio do desencanto.

Tranquiliza, desse modo, aqueles que te antecederam no regresso à pátria espiritual, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, dividindo outra vez necessidades e problemas, porque terminarás tu também a própria viagem no mar das provas redentoras.

Para e pensa, pois, nessas questões.

Não obstante a morte imponha amargura e dor, frustração e lágrimas naqueles que ficam, vale a pena permaneças vigilante, a fim de evitar excessos que te impeçam de pensar com clareza.

A morte não é o fim absoluto da querida convivência dos que se prezam, dos que se amam.

Cultiva, então, o bom senso.

Sofre e chora, sem que o teu sofrimento perturbe os outros, sem que tuas lágrimas tragam desequilíbrio para tua intimidade.

Retira o bom aproveitamento do padecer, amadurecendo, superando-te, para que as tuas provações ou expiações humanas, de fato, façam-te avançar para Deus.

* * *

Chora teus mortos?

Então faze desse pranto um aceno de ternura e um bilhete de paz, onde tu digas aos amores desencarnados:

Permitiu Deus que te libertasses antes de mim, e eu disso queixo-me por egoísmo, porque preferiria ver-te ainda sujeito às penas e sofrimentos da vida.

Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.

Até breve e que Deus te abençoe, ser querido! 



 
Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 29 do livro Revelações da luz, pelo Espírito Camilo, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter e no cap. Ante os que partiram, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Apelo da esperança

Minha querida amiga, 

Hoje, estou escrevendo especialmente para você. Tenho acompanhado os seus últimos dias, e muito tem me preocupado a tristeza e a surda revolta que encontrei em seu olhar.

Não me passaram desapercebidas as suas preocupações e medos e, apesar de ter-me colocado ao seu lado, abrindo os meus braços para confortá-la, você passou ao largo, sem abrir o seu coração ao meu.

Por isso estou aqui, insistindo com você! Não desista!

A notícia da gestação inesperada surpreendeu-a com violência e você olha ao seu redor sem encontrar um caminho seguro para seguir.

Aquele que compartilhou com você as horas mornas dos prazeres fáceis, talvez, não queira saber mais da sua companhia e, muito menos ainda, do fruto do instante que já é passado.

Sua família talvez não queira saber dos seus problemas e, como de outras vezes, apenas lhe virará as costas, dizendo que plantou e agora faz a colheita.

Mas, amiga querida, o que cresce em seu íntimo não é um problema: - é seu filho!

Uma alma cara ao seu coração, um amor que volta aos seus braços para acompanhar-lhe os dias que ainda estão para serem vividos.

Não aborte! Não mate a felicidade que bate às portas de sua alma, pedindo-lhe pouso seguro!

Pela sua mente passam imagens de todos os prazeres que terá que abandonar em nome de uma condição indesejada: as festas, os encontros, a liberdade de ir e vir como queria e com quem queria...

Pensa em seu corpo... Em vê-lo deformado, em perder a forma cobiçada, no desconforto, na dor, no parto.

Pensa nas despesas...nos gastos...

Mas eu sei!...eu sei de você! Sei que traz tantas coisas guardadas dentro do coração, tantos sonhos que não compartilha com ninguém, tanta douçura que não expressa...

Amiga, eu a conheço!

Sei que tem fome de amor, desse amor profundo e sem jaça que procurou nos braços de tantos que não a compreenderam e que muitas vezes, desprezam o seu valor.

Aquele que retorna pelo seu ventre também sabe, por isso, escolheu-a para chamá-la pelo mais sublime nome humano que já pousou nos lábios dos seres que habitam essa Terra: mãe!

Reconheço que não terá dias fáceis, que alguns serão de noites sem estrelas.

Prometo, contudo, estar ao seu lado e ao lado de seu filho, observando, alegre, seu ventre crescer, pleno de vida!

E digo mais: não contará apenas com a minha presença, mas, com a presença de muitos que a amam e que velam pela sua paz e pela paz de seu filho!

Não desista de ser feliz! Não aborte seu sonho! Não mate seu filho, para o seu próprio bem!

Com todo o carinho de meu coração.

Sua amiga e companheira eterna:

A esperança. 




Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O médico e o menino

-Amanhã de manhã eu vou abrir o teu coração. Explicava o cirurgião para uma criança.
E a criança o interrompeu:
-Você encontrará Jesus ali?
O cirurgião olhou para ela, e continuou:
-Eu vou cortar uma parede do teu coração para ver o dano completo.
-Mas quando você abrir o meu coração, encontrará Jesus lá? A criança voltou a interrompê-lo.
O cirurgião se voltou para os pais, que estavam sentados em silêncio.
-Quando eu tiver visto todo o dano causado, planejaremos o que fazer em seguida, ainda com teu coração aberto.
-Mas você encontrará Jesus em meu coração? A Bíblia diz claramente que Ele mora ali. Todos que acreditam Nele dizem que Ele vive ali...
Então você vai encontrá-lo no meu coração!
O cirurgião pensou que era suficiente e lhe explicou:
-Após a operação, te direi o que encontrei em teu coração, de acordo?
Eu tenho certeza que encontrarei músculo cardíaco danificado, baixa resposta de glóbulos vermelhos, e fraqueza nas paredes e vasos. E, além disso, eu vou concluir se posso te ajudar ou não.
-Mas você encontrará Jesus ali também? É sua casa, Ele vive ali, sempre está comigo.
O cirurgião não tolerou mais os comentários insistentes e se foi. Em seguida, ele se sentou em seu consultório e começou a gravar seus estudos prévios para a cirurgia: aorta danificada, veia pulmonar deteriorada, degeneração muscular cardíaca massiva. Sem possibilidades de transplante, dificilmente curável.
Terapia: analgésicos e repouso absoluto.
Prognóstico: fez uma pausa e em tom triste disse:
-Morte nos primeiros anos de vida.
Então, parou o gravador.
Mas tenho algo a mais a dizer:
-Por quê? Perguntou em voz alta.
Por que acontecer isso com ela? O Senhor a colocou aqui, nessa dor e já a havia condenado a uma morte precoce. Por quê?

De repente, Deus, nosso Criador respondeu:

O menino, minha ovelha já não pertencerá a teu rebanho, porque ele é parte de mim e comigo estará por toda a eternidade. Aqui no céu, em meu rebanho sagrado, já não terá nenhuma dor, será consolado de uma forma inimaginável para ti ou para qualquer outra pessoa. Seus pais, um dia, se unirão com ele, conhecerão a paz e a harmonia juntos em meu reino e meu rebanho sagrado continuará crescendo.
O cirurgião começou a chorar muito, mas sentiu ainda mais raiva, não entendia as razões. E replicou:
-Tú criastes este menino, e também seu coração para quê? Para que morresse em poucos meses?

O Senhor lhe respondeu:

-Porque é tempo de regressar ao seu rebanho, sua missão na terra já se cumpriu. Há alguns anos atrás enviei uma ovelha minha com dom de médico para que ajudasse a seus irmãos, mas com tantos conhecimentos na ciência se esqueceu de seu Criador.
Então enviei outra de minhas ovelhas, o menino enfermo, não para perdê-lo, e sim para que a ovelha perdida há tanto tempo, com dotes de médico volte para mim.
Então o cirurgião chorou e chorou inconsolavelmente.
Dias depois, após a cirurgia, o médico sentou-se ao lado da cama do menino, enquanto seus pais estavam a frente do médico.
O menino acordou e murmurando rapidamente perguntou:
-Abriu meu coração?
-Sim. Disse o cirurgião.
-O que encontrou? Perguntou o menino.
Tinha razão, reencontrei Jesus ali.
Deus tem muitas maneiras diferentes para que você volte para o seu lado.