“O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, a cada um será dado segundo suas próprias obras”.

(Emmanuel)

terça-feira, 28 de junho de 2011

HORA VAZIA II


Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.
Nesse espaço, a mente engendra mecanismos de evasão e delira.
Cabeça ociosa é perigo a vista.
Mãos desocupadas, facultam o desequilíbrio que se instala.
Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto.
*
Se, por alguma circunstância, surge-te uma hora vazia, preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou um trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer...
O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso.
Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, as tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz.
Hora vazia, nunca!


Divaldo P. Franco. Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 8. LEAL. 


* * * Estude Kardec * * *

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A HORA VAZIA


Quando as mãos repousam, a mente é defrontada pelo problema da hora vazia.

Se você procura a integração com o Divino Mestre, aprenda a utilizá-la.

Pense no irmão enfermo que reclama Socorro espiritual e auxilie-o com as suas vibrações de carinho, se as circunstâncias lhe não favorecem a visita pessoal.

Plante uma árvore benfeitora.

Busque a companhia do livro edificante e tente fixar-lhe as lições.Tome um lápis e faça anotações que lhe sirvam a memória ou escreva alguma frase consoladora que possa contribuir na sementeira de reconforto e bom ânimo.

Aproveite o ensejo para uma palestra em que vocêu coopere na ressurreição do companheiro que caiu em desalento.

Comente a grandeza do bem, evitando, no entanto, o diapasão do discurso solene, a fim de que você alcance a intimidade dos ouvintes e consiga renová-los.

Medite, a frente da Natureza que oferece espetáculos prodigiosos da Sabedoria Divina, desde a casa minúscula da formiga até o firmamento cravejado de estrelas, recolhendo no imo do ser a essência imperceptível da instrução celestial.

Fixe a atenção em tudo o que seja útil e nobre, bom e belo, e não desvie, porque no repouso dos braços, quando chega o problema da hora vazia, os semeadores do mal encontram larga oportunidade ao plantio da discórdia e da incompreensão, junto do qual, você, imperceptivelmente, começará perdendo o tempo, complicando as próprias lutas e sombreando o caminho terrestre, para depois perder inutilmente a própria vida.

André Luiz
(do livro:Irmãos unidos)

domingo, 26 de junho de 2011

Diante do amanhã


São compreensíveis os cuidados que todo ser humano adota em seus negócios e afazeres mundanos, com vistas à própria tranquilidade.

Ele organiza com esmero a casa em que vive.

Protege as vantagens imediatas de sua parentela.

Preserva de forma apaixonada a segurança dos filhos.

Atende, com extremado carinho, ao seu grupo social.

Valoriza o que possui.

Arranja habilmente o leito calmo e confortável.

Seleciona com gosto os pratos que compõem o cardápio do dia.

Defende, como pode, a melhoria de suas rendas.

Aspira a conquistar um salário mais amplo.

Garante o seu direito à frente dos tribunais.

Vasculha com avidez o noticiário para saber o que ocorre no mundo.

Procura, com pontualidade e respeito, os serviços de médicos e dentistas.

Vai ao cabeleireiro.

Escolhe com atenção o filme que deseja ver.

Examina a moda, ainda que com simplicidade e moderação, como quem cumpre um ritual.

Interessa-se por ocorrências políticas e as questiona.

Discute de modo veemente a eficiência dos serviços públicos.

Tenta, até de forma instintiva, influenciar opiniões e pessoas.

Desvela-se em atrair a simpatia de colegas de trabalho, chefes e subordinados.

Observa, a cada instante, as condições do tempo.

Todos esses comportamentos são compreensíveis, normais e mesmo úteis.

Eles traduzem preocupações naturais da existência terrena.

No entanto, é preciso cuidado para não transformar questões transitórias e instrumentais no objetivo da vida.

Os pequenos interesses e comodidades do dia-a-dia são relevantes, em certa medida.

Mas o apego a eles não pode justificar o descuido com questões magnas da experiência humana.

É compreensível que alguém gaste tempo na busca de conforto, segurança e bem-estar material.

Mas é incompreensível que não dedique alguns minutos de seu dia para refletir sobre a transitoriedade dos recursos humanos.

Afinal, absolutamente nada do que é material poderá ser levado no retorno à pátria espiritual.

Não há conquista, cuidado ou dedicação a algo físico cujo resultado perdure mais do que algumas décadas.

Na jornada para o Além-túmulo, somente os bens do Espírito seguem na bagagem.

Da mesma forma que, ao renascer, apenas são trazidas as conquistas espirituais, entre elas as virtudes e inteligência.

Não se trata de convite a fixar a mente na ideia obcecante da morte.

Mas de concluir que, nessa ou naquela convicção, ninguém foge do porvir.

O Senhor Jesus afirmou: Andai enquanto tendes luz.

Isso quer dizer que é preciso aproveitar a luz do mundo para acender a luz do próprio íntimo.

Pense nisso. 




Redação do Momento Espírita, com base no cap. LXV, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

sábado, 25 de junho de 2011

Feijões ou Problemas???

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava
encontrar um sucessor.Entre seus discípulos, dois já haviam dado
mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia
sucedê-lo.Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para
colocar a sabedoria dos dois a prova: ambos receberiam alguns grãos de
feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender
a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos.
As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge
o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele
havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:

- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.

Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.


     APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A vida continua: Laços (Ties) - Project: Direct

CURTA-METRAGEM "ESPÍRITA " ACLAMADO NO YOUTUBE

O curta-metragem abaixo, a nosso ver, é um belo exemplo de que a aposta de Kardec era acertada.
Laços é uma produção brasileira de baixíssimo custo (R$1.500,00!) que arrematou o Project: Direct 2007, concurso de curta-metragens promovido anualmente pelo YouTube. O filme bateu centenas de concorrentes em todo o mundo com um roteiro simples, mas tocante.
Confira:



Quantas obras-primas, de todos os gêneros, as idéias novas não poderiam produzir, pela reprodução das cenas tão múltiplas e tão variadas da vida espiritual!


A citação retirada do artigo Influência perniciosa das idéias materialistas, em Obras Póstumas, reflete a confiança de Allan Kardec na força inspirativa dos princípios espíritas para a Arte.

Longe de querer uma doutrina particular disseminada como um bloco monolítico pelo mundo, o codificador do espiritismo esperava ver as idéias novas espalhadas por entre os povos e as culturas. Idéias de esperança, otimismo e fé na imortalidade da alma.

Idéias que garantissem a sustentação da alma frente às dores, aos conflitos e às incertezas do dia-a-dia. Que dessem o suporte necessário à espiritualidade humana, relegada a um plano secundário em face do encantamento das sociedades com o "progresso da Ciência".

Enviado por:
Romário Fernandes
Repórter e Apresentador profissional
Belo Horizonte/MG
(31) 9234-4330
e também pelo amigo
Luiz Carlos do Grupo de Estudos Espíritas " A Caminho da Luz "

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Caridade e Oração



O Centro Espírita Luiz Gonzaga ia seguindo para frente...

Certa feita alguns populares chegaram à reunião pedindo socorro para um cego acidentado.

O pobre mendigo, mal guiado por um companheiro ébrio, caíra sob o viaduto da Central do Brasil, na saída de Pedro Leopoldo para Matozinhos, preciptando-se ao solo, de uma altura de quatro metros.

O guia desaparecera e o cego vertia sangue pela boca. Sozinho, sem ninguém.

Chico alugou pequeno pardieiro, onde o enfermo foi asilado para tratamento médico. Caridoso facultativo receitou, graciosamente.

Mas o velhinho precisava de enfermagem.

O médium velava junto dele à noite, mas durante o dia precisava atender às próprias obrigações na condição de caixeiro do Sr. José Felizardo.

Havia, por essa época, 1928, uma pequena folha semanal, em Pedro Leopoldo.

E Chico providenciou para que fosse publicada uma solicitação, rogando o concurso de alguém que pudesse prestar serviços ao cego Cecílio, durante o dia, porque à noite, ele próprio se responsabilizaria pelo doente.

Seis dias se passaram sem que ninguém se oferecesse.

Ao fim da semana, porém, duas meretrizes muito conhecidas na cidade se apresentaram e disseram-lhe:

- Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir...

- Ah! como não? - replicou o médium - Entrem, irmãs! Jesus há de abençoar-lhes a caridade.

Todas as noites, antes de sair, as mulheres oravam com o Chico, ao pé do enfermo.

Decorrido um mês, quando o cego se restabeleceu, reuniram-se pela derradeira vez, em prece, com o velhinho feliz.

Quando Chico terminou a oração de agradecimento a Jesus, os quatro choravam.

Então, uma delas disse ao médium:

- Chico, a prece modificou a nossa vida. Estamos a despedir-nos. Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar.

E uma passou a servir numa tinturaria, desencarnando anos depois, e a outra conquistou o título de enfermeira, vivendo, ainda hoje, respeitada e feliz. 


Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A MEDICAÇÃO PELA FÉ




A moça abatida, num acesso de tosse, chegara ao "Luiz Gonzaga" com a receita médica.
Estava tuberculosa.

Duas hemoptises já haviam surgido como horrível prenúncio.
O doutor indicara remédios, entretanto...
- Chico, - disse a doente - o médico me atendeu e aconselhou-me a usar esta receita por trinta dias...

Mas, não tenho dinheiro. Você poderia arranjar-me uns cobres?
O Médium respondeu com boa vontade:
- Minha filha, hoje não tenho... E meu pagamento no serviço ainda está longe...

- Que devo fazer? Estou apavorada...
Chico pensou, pensou, e disse-lhe:
- Você peça à nossa Mãe Santíssima socorro e o socorro não lhe faltará.

A que horas você deve fazer a medicação?
- De manhã e à noite.
- Então você corte a receita em sessenta pedacinhos.
 Deixe um copo de água pura na mesa, em sua casa e, no momento de usar o remédio, rogue a proteção de Maria Santíssima.

Tome um pedacinho da receita com a água abençoada em memória dela e repetindo isso duas vezes por dia, no horário determinado, sem dúvida, pela fé, você terá usado a receita.

A enferma agradeceu e saiu.
Passado um mês, a moça surgiu no Centro, corada e refeita.
 - Oh! é você? - disse o Médium.

- Sim, Chico, sou eu. Pedi o socorro de Nossa Mãe Santíssima. Engoli os pedacinhos do papel da receita e estou perfeitamente boa.

- Então, minha filha, vamos render graças a Deus.
E passaram os dois à oração.


Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gomes