“O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, a cada um será dado segundo suas próprias obras”.

(Emmanuel)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Eu estou certo


Por que queremos sempre ser os donos da verdade?

Por que nossas ideias precisam sempre prevalecer?

Será que precisamos vencer todas as discussões que travamos?

Dale Carnegie, escritor e orador americano, autor do best seller: Como fazer amigos e influenciar pessoas, narra uma experiência particular muito rica.

Conta ele:

Certa noite, estava num banquete dado em honra a um homem muito importante.

Durante esse banquete, um outro homem que estava sentado ao meu lado contou um caso que girava em torno da seguinte afirmativa: "Há uma Divindade que protege nossos objetivos, traçando-os como os desejamos."

Ele mencionou que tal frase era da Bíblia.

Enganara-se. Eu sabia disso. Sabia, e com toda a certeza. Não podia haver a menor dúvida a respeito.

E assim, para conseguir um ar de importância e demonstrar minha superioridade, tornei-me um importuno e intrometido encarregando-me de corrigi-lo.

Acionou suas baterias. "Quê? De Shakespeare? Impossível! Absurdo! Essa frase era da Bíblia." E ele conhecia.

O homem que narrava o caso estava sentado á minha direita, e o senhor Frank Gammond, meu velho amigo, à minha esquerda.

O Sr. Gammond havia dedicado anos ao estudo de Shakespeare. Assim, o narrador e eu concordamos em submeter a questão ao Sr. Gammond.

Este escutou, cutucou-me por baixo da mesa e disse: "Dale, você está errado. O cavalheiro tem razão, a frase é da Bíblia."
 

De volta para casa, disse ao Sr. Gammond: "Frank, eu sei que a frase é de Shakespeare."
 
"Sim, naturalmente", respondeu. "Hamlet, ato V, cena 2. Mas nós éramos convidados numa ocasião festiva, meu caro Dale.
 
Por que provar a um homem que ele estava errado? Isso iria fazer com que ele gostasse de você? Por que não evitar que ele ficasse envergonhado?
 
Não pediu sua opinião. Não a queria. Por que discutir com ele? Evite sempre um ângulo agudo."
 
O homem que me disse isso ensinou-me uma lição inesquecível. Eu não só tinha embaraçado aquele contador de estórias, como também o meu amigo.
 
Teria sido muito melhor se eu não tivesse sido argumentativo.
 
* * *
 
A necessidade de sermos aceitos num grupo, de mostrar o que sabemos, muitas vezes nos coloca em situações desagradáveis.
 
Somos descorteses e inconvenientes, querendo provar um ponto de vista com veemência, apenas para que todos percebam como eu estava certo.
 
Será que o mais importante nessas conversas é estar certo ou ser polido, fraterno com a outra pessoa?
 
Por que nossas ideias precisam sempre prevalecer?
 
Eis o orgulho disfarçado de sapiência, de eloquência, esquecendo que o amor nos faz querer ajudar o outro, em toda oportunidade, e nunca desmerecê-lo.
 
Pensemos sobre isso, e nas conversações lembremos de dar espaço ao outro, de procurar exaltar as qualidades do próximo, sendo polidos e amáveis em toda oportunidade.
 
A caridade tem mais nuances do que se pode imaginar... 

 

 
Redação do Momento Espírita com base no cap. I, pt. III, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ser paciente

É comum ouvir-se dizer que alguém perdeu a paciência.  

Sendo a paciência uma virtude, parece estranha a idéia de que possa ser perdida.

Virtudes são conquistas do espírito, que as incorpora em seu modo de ser.

Não se trata de algo exterior, que o homem encontra e vê desaparecer sucessivas vezes.

Quem desenvolve uma virtude passa a ser melhor em determinado aspecto de sua vida imortal.

É possível perder-se apenas o que se possui, mas não o que se é.

Se uma característica nobre foi assimilada por alguém, ela não pode ser perdida.

A criatura genuinamente honesta jamais extravia a própria honestidade.

A pessoa bondosa não é privada repentinamente de sua bondade.

Assim, quando alguém afirma que perdeu a paciência é porque nunca chegou a ser verdadeiramente paciente.

Isso não significa que as virtudes surjam de um momento para o outro.

Elas devem ser paulatinamente elaboradas no íntimo do ser.

No longo processo de aquisição da nobreza interior, trava-se uma autêntica batalha entre os vícios e as virtudes.

É comum que certas quedas ocorram, pois se trata de um processo de transição.

Mas a verdade é que, enquanto a criatura titubeia entre atos nobres e mesquinhos, ela ainda está lutando contra si mesma.

Virtudes não são propriedade de um determinado espírito, pois compõem a sua própria essência.

Tanto é assim que habitualmente se fala que alguém é bondoso, e não que possui bondade.

Enquanto estamos com dificuldade para tolerar certas pessoas ou situações, ainda não somos pacientes.

No máximo, estamos lutando para incorporar essa virtude.

Afinal, é fácil conviver pacificamente com quem pensa igual a nós, ou suportar pequenos inconvenientes.

O teste para nossa fibra moral é suportar com serenidade grandes contrariedades ou provocações.

A verdadeira paciência é sempre exteriorização da alma que já realizou muito amor em si mesma.

Plena de amor, ela distribui os tesouros de seu afeto aos que a rodeiam, mediante a exemplificação.

A alma paciente já consegue considerar todas as criaturas como irmãs, em quaisquer circunstâncias.

Se necessário, ela esclarece a ignorância, mas sempre de modo fraterno.

Paciência é a tolerância esclarecida que revela a iluminação do ser que a manifesta.

Trata-se de uma conquista sublime, somente alcançada a custo de disciplina e esforço.

Para ser paciente é preciso domar os próprios impulsos inferiores.

Quem pretende ser tolerante deve cessar de ver problemas nos elementos externos, sejam pessoas ou circunstâncias.

Precisa compreender que todo o mal que atinge a criatura em evolução vem dela própria, de seu interior carente de renovação.

Quem percebe as suas seqüelas morais, sem disfarces ou desculpas, naturalmente tende a olhar o próximo com tolerância.

Mas não basta apenas perceber os próprios problemas.

É necessário corrigi-los, com a adoção de novos padrões de comportamento.

A disciplina antecede a espontaneidade.

Transformar vícios em virtudes pressupõe disciplina e determinação.

Assim, para ser paciente é preciso esforço em tolerar as dificuldades e os defeitos alheios.

Mas também é indispensável trabalho concentrado para vencer os próprios vícios.

Pense nisso. 



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na questão 254 do livro ‘O Consolador’, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um dever de consciência


O fato de médicos e hospitais de vários municípios do Rio Grande do Sul terem se recusado a fazer o abortamento em uma adolescente de 14 anos, apesar da autorização judicial que trazia consigo, foi manchete nas mídias, no ano de 2005.

Segundo as notícias, a jovem disse que sua gravidez foi fruto de estupro e obteve do juiz a permissão para realizar o aborto, isentando médicos e hospitais que se dispusessem a eliminar a vida que pulsava em seu ventre.

Embora o juiz tenha autorizado o aborto, não lhe caberia o direito de obrigar ninguém a realizar o feito, pois nem sempre a legalidade de um ato o torna moral.

O que vale ressaltar na atitude desses médicos, é a consciência do dever. O dever de defender a vida, assumido perante si próprios.

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros.

Ao concluírem o curso os médicos fazem um juramento, o mesmo juramento feito por Hipócrates, um sábio grego que viveu no século V antes de Cristo, e é considerado o Pai da Medicina.

O juramento diz o seguinte:

Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.

Darei, como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.

A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.

Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos.

Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.

Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.

Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.

Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.

Ao fazer tal juramento, o médico passa a ter um dever moral consigo mesmo. E, se o violar, estará ferindo a própria consciência.

Ao se comprometer com esse ideal, o médico também estabelece o dever para com os outros, que é o segundo passo do dever ético-moral.

Lamentável é que muitos desses homens e mulheres que juraram, solene e livremente, que manteriam o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção, usem seus conhecimentos médicos para eliminar a vida que pulsa no santuário do ventre materno.

Por outro lado, é admirável a coragem e a honra desses homens e mulheres que não se permitem sujar as mãos com sangue inocente, mesmo sob qualquer pressão.

Isso porque sabem que, se agirem em desacordo com o juramento feito por livre vontade, não terão como se olhar no espelho da consciência e enxergar um cidadão honrado.

* * *

O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas.

O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho.

O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade.

Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da Sua obra resplandeça a seus próprios olhos. 



Redação do Momento Espírita, com base no item 7 do cap. XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Quadro comparativo entre os corpos e os reinos


Eu / individualidade                           

Nosso eu com a sua consciência                              
Espiritual. É base para o livre arbítrio.                  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Reino Hominal

Inclui os 3 estágios anteriores mai s o eu, 
que faz com que pensamentos, sentimentos
e adquiram acentuações individuais o que está intimamente
ligado à adquisição  do livre arbítrio


Corpo astral                                           

O envólucro propriamente dito da                            
alma com suas faculdades anímicas                          
de pensar, sentir e querer. É ele que do corpo físico,
juntamente com o eu, enquanto o corpo etérico 
fica com o físico. 

Reino Animal

Inclui os dois estágios anteriores, enriquecidos
pelas capacidades anímicas, e mesmo estando
no estágio de consciência de sonho, se separa 
regendo mais os instintos e adestramentos.


Corpo vital/etérico,                              
Duplo etérico

É ele quem é responsável por todos fluxos e                                        
processos energéticos vivos. Biofuncionalmente
falamos dos processos catabólicos astrais.
                                               

Reino Vegetal
                               
Inclui o estágio anterior  energético, os fluxos, enriquecendo-o 
com o que nós chamamos de vida, e o qual é o fator que, pela
sua lei natural superior ao mineral, supera a lei da gravidade
física. A consciência é a do sono.     

                                                                    
Corpo físico           
                                                                            
Trata-se da matéria física propriamente.                 
Dita, do chão ou instrumento para nossa                 
existência neste planeta.                                                           
                                                                                                                                                            
ReinoMineral                                                                                                                                            
                        
Trata-se do elemento físico convencional e não quântico. 
O seu estado de consciência é o do sono de transe profundo.                                                                                                                                                                            
Ainda há de se frisar que o termo corpo tem sua razão de ser, pois estes nossos corpos perespirituais não são mantos que nos envolvem auricamente, mas são quase que organismos pela sua interdependência material sutil e energética, e como tais nos envolvem, mas também permeiam completamente.
Sobre o uso dos termos corpo astral e corpo etérico ou perespírito, o segundo é mais antigo no Kardecismo; na prática às vezes um, às vezes os outros são mais apropriados Corpo Mental é um termo, que não usamos, nem nem na Antroposofia, nem no Kardecismo. 


Nico B.


A seguir uma comparação entre o aspecto esotérico do Espiritismo Kardecista e a Antroposofia

Os 10 Pontos Cardeais do Pensamento Antroposófico

1.º A existência de Deus (Monodeismo) , tb.: Paterno Fundamento do Universo

2.º A reencarnação como caminho de evolução

3.º A evolução do Espírito

4.º A sobrevivência do Espírito após a morte

5.º A comunicabilidade com o mundo espiritual (elevando-nos)

6.º A Lei de Causa e Efeito

7.º A Pluralidade dos mundos habitados

8.º Os pilares da evolução: Reconhecimento espiritual e amor

9.º Ter o Cristianismo como base ideológica (Cristo)

10.º Superação do conceito dualístico de matéria e espírito


Os 10 Pontos Cardeais do Pensamento Espírita

1.º A existência de Deus (Deismo) (Monismo Espiritual)

2.º A reencarnação como caminho de evolução

3.º A evolução do Espirito

4.º A sobrevivência do Espírito após a morte

5.º A comunicabilidade com o mundo espiritual (invocando-os)

6. º A Lei de Causa e Efeito

7.º A Pluralidade dos mundos habitados

8.º Os pilares da evolução: Estudo espiritual e Caridade

9.º Ter o Cristianismo como base ideológica(Jesus)

10.º Superação do conceito dualístico de matéria e espírito

Um copo de leite


Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos. A fome o maltratava.

Decidiu que pediria comida na próxima casa em que batesse. Porém, quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta, seus nervos o traíram.

Em vez de comida, ele só teve coragem para pedir um copo de água.

A jovem descobriu nele um rapaz faminto e, em vez de água, lhe deu um grande copo de leite.

Ele bebeu devagar. Depois, receoso, perguntou:

Quanto lhe devo?

Não me deve nada, respondeu ela. Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.

Ele disse: "pois eu te agradeço de todo coração."

Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Antes, ele estava resignado a se render e deixar tudo. Agora, estava disposto a prosseguir na luta até a conquista do que idealizara para a sua vida.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos quanto ao correto diagnóstico e conseqüente tratamento. Finalmente, a enviaram para a cidade grande, onde chamaram um especialista para analisar sua rara enfermidade. O especialista não era outro senão o Dr. Howard Kelly.

Quando lhe apresentaram a ficha da enferma e ele soube do nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu os seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de doutor, foi ver a paciente.

Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar especial atenção para aquela paciente.

Depois de uma demorada luta pela vida da doente, ele ganhou a batalha. Quando ela se preparava para ter alta, o Dr. Kelly pediu para a administração do hospital que lhe deixasse ver a fatura total dos gastos, a fim de que a pudesse aprovar.

Ele a conferiu, item por item, depois escreveu alguma coisa e mandou entregá-la no quarto da paciente.

Ela tinha medo de abrir a fatura, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. No entanto, quando se decidiu a abrir o envelope, algo lhe chamou a atenção. Em letras caprichadas, mas firmes, havia uma anotação:

Pago totalmente, faz muitos anos, com um copo de leite. Assinado: Dr. Howard Kelly.

E lágrimas de intensa alegria correram dos olhos daquela mulher, que se lembrou de orar nos seguintes termos:

Graças, meu Deus, porque teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos.

***

Imensa é a generosidade dos corações que se manifesta das mais variadas formas. Basta um pequeno toque, um pequeno pedido, e eis a generosidade se transformando em alimento, agasalho, abrigo, acolhida, companhia.

E porque a generosidade espanca a miséria, transformando patrimônio em lares, pedras em pães, horas preciosas em alfabetização, a esperança prossegue luzindo nas almas, conduzindo-nos a um mundo de paz, onde todos nos daremos as mãos, na qualidade de irmãos. 

 
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de texto intitulado Um copo de leite, de autoria desconhecida.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pensando no bem comum...

Sr. Raul, homem probo, que sempre lutara contra uma enfermidade incurável, estava no quintal da sua casa em cidade litorânea, fazendo um buraco no solo a fim de plantar uma muda de mangueira, quando uma vizinha que o observava por cima do muro perguntou:

Sr. Raul, o senhor já está em idade avançada e não ignora que a enfermidade pode levá-lo a qualquer momento.

Assim sendo, sabe que não comerá mangas dessa mangueira. Por que tanto esforço em plantá-la?

Aquele homem simples pensou um instante, olhou para a vizinha e respondeu com sabedoria:

Até hoje como mangas que nunca plantei.

A resposta curta traz em si mesma grande conteúdo que vale a pena ser meditado.

Se todos agíssemos como o Sr. Raul, certamente o mundo teria outra feição em pouquíssimo tempo.

Quantas coisas nos beneficiam sem que tenhamos tomado parte nelas.

Quantas frutas saborosas temos comido sem que tenhamos plantado as árvores que as produzem.

Quanta sombra temos aproveitado de árvores frondosas que jamais plantamos.

Quantos acidentes são evitados porque alguém passa, percebe o buraco na estrada, e trata de sinalizá-lo para os que virão em seguida.

Quantos medicamentos aliviam nossas dores sem que sequer saibamos quem os elaborou.

Quantas atitudes louváveis de criaturas que pensam mais nos outros que em si mesmas.

Ghandi sabia que não desfrutaria de uma Índia livre do jugo da Inglaterra, mas lutou por libertá-la pensando nos seus irmãos.

Martin Luther King Junior sabia que seu sonho estava distante da realização, mas deu a vida para que suas ideias pudessem beneficiar brancos e negros.

Albert Schweitzer não pensou em si mesmo quando abandonou a vida de conforto e opulência para se embrenhar na selva africana e ajudar os nativos, desinteressadamente.

Madre Teresa de Calcutá não hesitou em abandonar a vida confortável do convento para auxiliar seus irmãos a sorver as gotas de sofrimento, em nome do amor.

Marie Curie foi vítima da radioatividade, mas contribuiu grandemente com a Humanidade nas pesquisas que empreendeu sobre o elemento rádio.

Em momento algum essas criaturas pensaram em si mesmas, mas tão somente no benefício que seu esforço poderia trazer para os demais.

Como Madame Curie, outros tantos cientistas passam anos enclausurados em seus laboratórios em busca de novas fórmulas para aliviar as dores da Humanidade inteira.

Agir dessa forma é agir com altruísmo. É não ser egoísta. É pensar no bem comum ao invés de pensar somente em si.

Quando todos nós pensarmos assim, estaremos preparados para contemplar um mundo melhor. Um mundo construído por todos e para todos, como verdadeiros irmãos.

* * *

A Justiça Divina conduz aos nossos lábios a taça que nós próprios envenenamos e igualmente leva aos nossos olhos as maravilhas que houvermos semeado em nossa estrada evolutiva.

Na esteira do progresso e através da reencarnação receberemos de conformidade com as nossas obras.

 
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A ARTE DO SILÊNCIO

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois, descobriram que era inocente.
O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o vizinho.
No tribunal, o vizinho disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal...
E o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel.

Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!
O vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo!
- respondeu o homem.
O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem,

espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.”
“Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”
Hei! Quem já leu o Ágape compreende que o silêncio fala muito mais no coração.
Um Forte Ágape!!!!




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aos insubstituíveis.


Na sala de reunião de uma empresa multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível”.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixaram a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o
atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

-E Beethoven?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então:
 
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e
achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no
fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da
organização e que, quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra?
Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato?
Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?
etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que
sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são
sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para
alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e
começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no
brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus
 'erros/ deficiências'...

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era
instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte,
discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar
seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar
o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe
corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha
por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola,
Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos
esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios
seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem
mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados. . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras
moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou
mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso
irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... Ninguém...
pois nosso Zaca é insubstituível” ·

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza
 ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso
fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o
pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e
 outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso...,
com muita paz de espírito. ..".

É bom para refletir e se valorizar!

Um bom dia... meu amigo insubstituível!!!!!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Simplicidade


Quando ouvimos falar de simplicidade logo nos vêm à mente pessoas despidas de adereços, lares onde se percebe a escassez de recursos financeiros e assim por diante.

Todavia poderemos entender a simplicidade sob outro aspecto.

Nem sempre as pessoas que não se enfeitam são simples e a recíproca é verdadeira. Há pessoas que se vestem com aparente luxo mas são pessoas extremamente simples.

A singeleza está na intimidade de cada criatura.

Ser simples é não opinar sobre o que desconhece.

É admitir-se capaz de cometer equívocos.

É ser feliz com pouca coisa, ou com coisas simples.

Ser simples é falar com sinceridade. É deixar-se emocionar diante de pequenos fatos. É permitir que as lágrimas rolem pelo rosto quando o coração solicita.

Quem é verdadeiramente simples, percebe as grandezas da vida impressas nas coisas singelas da natureza.

Jesus foi um nobre exemplo de simplicidade.

Possuidor de grandioso conhecimento em todas as áreas, soube ensinar sem arrogância.

Portador das verdades divinas, teve o cuidado de não ofuscar as criaturas que com ele travavam contato.

Conhecedor do universo, utilizou-se de coisas singelas para ensinar a Boa Nova.

Falou do grão de mostarda, do óbolo da viúva, do semeador...

Todos os Seus ensinamentos foram ministrados de maneira singela e exemplificados da mesma forma.

Falou de maneira simples tanto aos doutores da lei quanto aos iletrados.

Quando teve que falar com firmeza o fez com simplicidade.

No seu nascimento, foi acolhido pela manjedoura singela e na sua morte a simplicidade coloriu sua face.

Lembrando esse Espírito grandioso que a Terra conheceu, vale a pena pensar um pouco a respeito da simplicidade e envidar esforços para sermos pessoas simples.

E a simplicidade consiste em ter um coração predisposto ao perdão.

Em ter sempre no olhar uma chama de esperança e nos lábios um sorriso gentil.

Ter palavras e gestos que traduzam nossos sentimentos, sem afetação.

E passos firmes na direção da felicidade tão desejada.

Enfim, ser simples como o criador, que nos oferece a natureza bela e exuberante a cantar a simplicidade desde a aurora até o crepúsculo.

Pense nisso!

Os homens que se fizeram notar nos diversos campos do conhecimento humano, não o fizeram com afetação e pompa.

Esses homens e mulheres que se revelaram protótipos da beleza nas Artes, nas Ciências e na Filosofia se engrandeceram através da simplicidade, usando as vestes da humildade.

Pensemos nisso!

 


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A riqueza do Pai


Quando o pólen vai conduzido pelas patinhas dos insetos e pelo vento, observamos o curioso fenômeno da fertilização no reino vegetal.

Essa integração entre o vento, as plantas e os animais nos fala da beleza que caracteriza as leis do Criador.

Mas as flores e os frutos que decorrem dessa integração nos falam da riqueza de Deus, a saciar a sede de beleza e a fome de Sua criação animal.

Quando as poeiras celestes se reúnem nos cenários cósmicos e cantam o nascimento de um novo astro, conseguimos ver a beleza do Criador a inundar os espaços.

Porém, ao olharmos a olho nu ou por meio de equipamentos tecnológicos, a infinidade de astros nos céus, constatamos a riqueza de Deus, a nos falar dos universos sem conta.

Quando observamos a movimentação do verme no solo, transformando a matéria em húmus fertilizante;

Quando vemos a ação dos seres unicelulares desde a ameba, no ciclo do progresso, temos a beleza da obra divina em ampla demonstração.

Entretanto, ao vermos a multiplicidade das formas animais, das cores, da plumagem, das peles, constatamos como tudo isso exprime a riqueza de Deus.

Quando nos permitimos as observações no mundo da irracionalidade, das reações animais nos impulsos do instinto e o acerto dessas reações, somos levados a penetrar os campos da beleza do Pai, que unifica o vaga-lume e o chimpanzé, a mosca e o dromedário, a formiga e o leão, na vasta cadeia da evolução animal.

Todavia, ao verificarmos as experiências humanas que reúnem em si todos os progressos dos seres inferiores à humanidade;

Ao constatarmos as sofisticações intelectuais, morais, espirituais do homem não se pode ficar indiferente a essas demonstrações da riqueza de Deus.

Tudo nos leva a conceber a Inteligência Suprema como a beleza e a riqueza plenas e perfeitas a penetrar e envolver os mundos.

E, ao reconhecer a nossa condição de filhos desse grande Pai, nos sentimos herdeiros das constelações, donos da vida, uma vez que é o nosso Pai o dono de tudo.

Observamos que toda a feiúra e a pobreza que vemos sobre o planeta é devida às construções infelizes do ser humano.

É o homem que cava para si mesmo abismos de dor e veredas de morte, em razão de dar ouvidos às sombras que ainda existem em sua intimidade.

No entanto, não há porque persistir em conservar as pobrezas da mente e do coração, desde que em Deus tudo é beleza, riqueza, um campo de vibrante evolução.

O que devemos buscar é o aprimoramento da alma, o embelezamento íntimo e a riqueza do caráter, a fim de que desenvolvamos em nós o Reino dos Céus, na marcha para a evolução.

* * *

Aprendamos a descobrir, ao nosso redor, a beleza e a riqueza de Deus a fim de que, assim sintonizados, sejamos estetas da beleza, artífices da paz e promotores do bem, nesse universo de ações, vibrações, sentimentos, em que nos movemos.
 


Redação do Momento Espírita, com base no cap. Beleza e riqueza de Deus, do livro Em nome de Deus, pelo Espírito José Lopes Neto, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Isso também passa...

Certo dia um sacerdote percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurada aos pés da cama de seu mestre:
"ISSO TAMBÉM PASSA", e com a curiosidade inerente de cada ser humano resolveu perguntar:
-Mestre, o que significa essa frase em cima de sua cama dizendo "ISSO TAMBÉM PASSA"?
E o mestre sem titubear lhe responde:
-A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não tão boas assim, mas tudo significa aprendizado.
Recebi esta mensagem de um anjo protetor num desses momentos de dor onde quase perdi a fé.
Ela é para que todos os dias antes de me levantar e de me deitar possa ler e refletir, para que,
quando tiver um problema, antes de me lamentar eu possa me lembrar que "ISSO TAMBÉM PASSA",
e para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio,
pois "ISSO TAMBÉM PASSA".
Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias,
praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações, ter simplicidade,
fé e pensamentos positivos mesmo perante as mais difíceis situações é saber viver e fazer da nossa vida
um constante aprendizado.
São Paulo diz: A fé vai passar mais o amor nunca há de passar.
Viva o Ágape, e tenha certeza que este amor nunca vai passar.

Um forte Ágape!!!!!




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Em nome da vaidade


Na antiga china os príncipes se casavam com meninas entre 12 e 13 anos.

As jovens esposas eram praticamente crianças e seus ovários ainda não estavam amadurecidos para gerar filhos.

Por essa razão, sacerdotes que praticavam acupuntura introduziam uma agulha de ouro no pavilhão da orelha para amadurecer as gônadas.

O fato de as pequenas princesas aparecerem em público com aquele adereço na orelha despertou a vaidade das demais mulheres, que passaram a imitá-las, e o brinco virou moda.

Vale ressaltar que, no início, a agulha era colocada por sacerdotes que conheciam os efeitos provocados por aquele objeto de metal no organismo das jovens esposas.

Com o passar do tempo o uso de brincos foi se popularizando e hoje é usado de forma indiscriminada e nas mais variadas regiões do corpo.

No entanto, esses objetos cruzam certas zonas de força e podem provocar distúrbios orgânicos dos mais variados.

A perfuração com metais pode interromper ou acelerar o fluxo energético em determinadas regiões do corpo e provocar enfermidades graves.

Por vezes, a pessoa coloca um ou vários brincos e passa a sentir sintomas que antes não sentia, sem se dar conta de que isso é resultado do uso, em região inadequada, desse objeto perfurante.

Em nome da vaidade muita gente faz uso de produtos que ainda não foram bem testados pelos especialistas, e dos quais se desconhece os efeitos colaterais que podem provocar.

É o caso do uso desmedido do silicone, apenas por vaidade, que pode causar danos à saúde da mulher que faz esses implantes sem nenhum critério.

Há ainda os produtos químicos de variada ordem, que são usados para combater as marcas esculpidas no rosto, pela idade.

É importante pensar a respeito dessas questões para saber se vale a pena estar na moda, mas doente.

Estar esteticamente belo, mas oferecendo variados riscos à saúde.

Exceto os casos em que há uma necessidade terapêutica ou uma correção estética pertinente, correr riscos dessa natureza é, no mínimo, falta de bom senso.

Ademais, se você já decidiu colocar brincos, piercing ou outro adereço qualquer, isso é um direito seu.

Mas pense na possibilidade de consultar um especialista no assunto, um acupunturista que saiba o ponto que não lhe trará riscos à saúde.

Afinal de contas, se você julga importante estar em dia com a moda, considere que mais importante ainda, é estar em dia com a saúde, com a vida, enfim.

Você sabia?

Que foi um monge chinês que criou a moda da argola de ouro no lóbulo da orelha?

É que certa feita os piratas salvaram do naufrágio vários monges e um deles, que cultivava a sabedoria da acupuntura, percebendo que um dos piratas tinha um problema de visão, colocou-lhe uma argola de ouro no lóbulo para curá-lo da enfermidade.

Ao longo do tempo, outros piratas gostaram da idéia e a copiaram para si mesmos.

E criou-se a moda da argola na orelha.

Por conhecer as origens desses modismos, é que vale a pena refletir até que ponto os enfeites trazem benefícios ou nos prejudicam a saúde. 


 


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em palestra proferida por Raul Teixeira, em Natal-RN, no dia 31/05/03.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Como livrar-se da tristeza?


Uma das questões que mais suscita ansiedade nos seres humanos é: como livrar-se da tristeza? Este sentimento é, talvez, o mais prontamente rejeitado quando surge no interior de alguém. Entretanto, ele é parte indissociável da vida, tanto quanto a alegria. Aceitar esta verdade reduz, em grande parte, o mal estar que experimentamos quando somos tomados pela tristeza.

Aceitar não significa querer cultivá-la para sempre, nem considerá-la agradável, mas sim reconhecê-la como uma demonstração importante de sensibilidade, qualidade imprescindível à condição humana.

Quanto mais tentamos negar a tristeza ou rejeitar este sentimento, querendo que ele desapareça o mais rápido possível, mais difícil será nos libertamos, pois tudo o que é negado ou reprimido tende a se tornar ainda mais forte e predominante em nós.

Devemos aceitar com tranqüilidade que, em algumas circunstâncias, é impossível e antinatural não sentir tristeza. Porém, não podemos perder de vista, nem mesmo nestes momentos, que a felicidade deve sempre ser a meta principal da vida, por pior que seja a situação que estejamos enfrentando.

Ter em mente que aquela situação é uma realidade momentânea, e não será definitiva, nem a única condição possível para o resto de nossas vidas, ajuda-nos a ter forças para construir uma nova disposição interior.

"Aceite a tristeza como parte da vida - não resista a ela, permita-a, ajude-a. E este é o caminho alquímico para transformar de modo total a natureza da tristeza. A natureza da tristeza torna-se clara. Em pouco tempo não é mais tristeza - ela é transformada em alegria.

Tristeza permanece tristeza se você luta com ela, se você a nega, se você a rejeita.
A tristeza permanece tristeza se você está contra ela - de outra forma, a tristeza é pura energia. Se você a recebe, se você a abraça, se você não tem medo dela, nem raiva dela, você ficará surpreso, imensamente surpreso: você terá mudado totalmente a natureza dela, ela não é mais tristeza. Mesmo as lágrimas começam a se tornar sorrisos, e a tristeza se torna silêncio.

Tudo aquilo que nós conhecemos como negativo pode ser transformado em positivo.
E o segredo é simples: aceitação, total aceitação. Nada tem de ser condenado, de nenhuma maneira. Tudo que vier tem de ser recebido com grande gratidão, como um presente de Deus. E você estará pronto para transformar flores em espinhos e pedras comuns em diamantes. A vida absolutamente ordinária começa a apresentar o sabor do extraordinário.

Então, nada é ordinário, porque tudo começa a se tornar uma excitação. Nada é ordinário - porque você está tão extático a respeito de tudo...

Embora você esteja se movendo no mesmo mundo, com as mesmas pessoas, você pode viver em um mundo totalmente diferente - e não ser parte de nada mais. Um tipo de transcendência acontece. Mesmo a morte é tão profundamente aceita que desaparece todo o medo e mesmo ele se torna uma dança"
(OSHO - The Rainbow Bridge).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

QUE AS LÁGRIMAS NÃO NOS IMPEÇAM DE LEMBRAR...



Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que uma pessoa que chega na nossa vida é um presente que nos foi oferto.

Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.

Mas se nos perdemos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.

Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente por que não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo?

Não...

O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra. O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou pessoas duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.

As dores das partidas definifivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.

Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim a cada primavera.

A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se o Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.


Autora: Letícia Thompson

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O LÁPIS



O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura perguntou:
- Você está escrevendo uma história
que aconteceu conosco?
E,
por acaso,
é uma história sobre mim?
A avó parou a carta,
sorriu,
e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você,
é verdade.
Entretanto,
mais importante do que as palavras
é o lápis que estou usando.
Gostaria que você fosse como ele,
quando crescesse.
O menino olhou para o lápis,
intrigado,
e não viu nada de especial.
E disse:
- Mas ele é igual a todos os lápis
que vi em minha vida!
– No entanto,
a avó respondeu:
– Tudo depende do modo
como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que,
se você conseguir mantê-las,
será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
Primeira qualidade:
você pode fazer grandes coisas,
mas não deve esquecer nunca
que existe uma Mão que guia seus passos.
Essa mão nós chamamos de Deus,
e Ele deve sempre conduzí-lo
em direção à Sua vontade.
Segunda qualidade:
de vez em quando eu preciso
parar o que estou escrevendo,
e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco,
mas no final,
ele está mais afiado.
Portanto,
saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira qualidade:
o lápis sempre permite
que usemos uma borracha para apagar aquilo
que estava errado.
Entenda que corrigir uma coisa
que fizemos não é necessariamente algo mau,
mas algo importante para nos manter
no caminho da justiça.
Quarta qualidade:
o que realmente importa no lápis
não é a madeira ou sua forma exterior,
mas a grafite que está dentro.
Portanto,
sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Finalmente,
a quinta qualidade do lápis:
ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira,
saiba que tudo que você fizer na vida,
irá deixar traços,
e procure ser consciente de cada ação.
Se seguirmos os ensinamentos de Jesus,
e deixá-lo cuidar do “Lápis” que somos,
com certeza,
a solidão e o vazio,
não terão espaço em nossas vidas.

Autor Desconhecido

domingo, 16 de janeiro de 2011

O presente mais especial

Era uma cidade perdida entre a exuberância da mata e o escarpado da serra.

Uma cidade do interior como muitas outras. Na única escola havia uma só classe de alunos e uma única professora.

As crianças, de variadas idades, eram amadas por ela e com carinho acolhidas todos os dias para as horas de ensino.

Para aquela mestra, cada menino e menina era uma criatura especial.

Quando chegou o dia do professor os alunos desejavam lhe dizer que também a amavam muito e lhe levaram presentes.

Agitadas, cada uma delas desejava entregar antes a sua dádiva.

Os filhos do dono da chácara próxima trouxeram uma cesta de frutos. Cada um mais bonito e cheiroso que o outro.

Os filhos do dono da granja trouxeram uma boa quantidade de ovos.

A filha da cozinheira do restaurante trouxe um bonito bolo de cenoura, com cobertura de chocolate.

Os três irmãos que viviam na fazenda lhe trouxeram um pequeno animal, um cabritinho.

A cada um, emocionada, ela abraçava e agradecia.

Por fim, o menino-índio, o único índio na escola, lhe deu uma concha.

Ela ficou encantada com a beleza da concha e, recordando seus próprios tempos de infância, colocou-a no ouvido para escutar o barulho do mar.

Ficou embevecida. Pela sua mente passaram as cenas dos dias em que, criança, brincava na areia, molhava os pés nas ondas que morriam na praia, fazia castelos e fortalezas.

Quando foi abraçar o menino, reparou que suas pernas e pés estavam empoeiradas, que a unha do dedão estava quebrada e que seu short estava sujo.

A camisa estava molhada de suor. Braços e mãos estavam imundos. O rostinho - bom, naquele rostinho suado os olhos faiscavam de alegria, percebendo o encanto da professora com a concha.

Foi no confronto com esses olhos que ela se deu conta de que a praia mais próxima estava a três horas de caminhada.

Considerando a volta, isso significava seis horas de caminhada ininterrupta.

Perguntou ao menino: "Mas você foi buscar essa concha para mim tão longe?"

Sorrindo ainda, ele respondeu: "A caminhada faz parte do presente."

Pense nisso!

Quantas vezes você já ficou a questionar-se a respeito da melhor forma de presentear um amigo?

Quantas vezes pensou que seus recursos não eram suficientes para adquirir um bom presente?

Aprenda com o garoto da história. Dê algo simples, mas valioso.

Pode até não ser embrulhado em luxuosa embalagem, mas que contenha a sua parcela de carinho.

Algo feito por suas mãos, ou fruto de sua criatividade.

Uma flor que você cultivou. Um ramo silvestre colhido em sua caminhada. Ou uma concha apanhada em praia distante.

Um livro que contenha luz. Uma poesia escrita por você.

Considere que o verdadeiro valor de um presente não está no preço, mas no apreço de quem o oferece.

Pense nisso!



Texto da Redação do Momento Espírita com base em história de autor desconhecido.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Sussurro de Deus

Conta-se que um amigo levou um índio para passear no centro de uma grande cidade. Seus olhos não conseguiam crer na altura dos edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas indo e vindo.

Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis e das pessoas falando em voz alta.

De repente, o índio falou: "ouço um grilo..."

O amigo espantado retrucou: "impossível ouvir um inseto tão pequeno nesta confusão!"

O índio insistiu que ouvia o cricrilar de um grilo. Tomou seu amigo pela mão e levou-o até um canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto.

Como? Perguntou o rapaz, ainda sem crer.

O índio pediu-lhe algumas moedas e jogou-as na calçada. Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou.

Então o índio falou: "escutei o grilo porque os meus ouvidos estão acostumados com esse tipo de barulho. As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque foram condicionadas a reagir a esse tipo de estímulo."

Depois arrematou: "a gente ouve o que está acostumado ou treinado para ouvir."

É importante fazer algumas reflexões sobre os ensinos que essa pequena história contém.

Vivemos mergulhados numa infinidade de ruídos, de barulhos estranhos, num mundo em que grande parte das pessoas só responde ao estímulo de um tilintar de moedas.

É preciso adestrar nossa audição para ouvir os mínimos sussurros que passam despercebidos no dia-a-dia agitado.

Poderíamos dizer que, se tivéssemos ouvidos bem treinados poderíamos ouvir os sussurros de Deus.

Nesse mundo barulhento deixamos de ouvir sons de profunda beleza, como a melodia suave da brisa da manhã ou a sonoridade encantadora do bater das asas de um beija-flor.

Em meio a tantos interesses materialistas, a homenagem que as velhas e frondosas árvores rendem a cada amanhecer, com a cantoria da sua folhagem, não nos sensibiliza a audição.

O ritmo frenético em que vivemos não nos permite ouvir a cantoria dos pássaros, o coaxar das rãs, o piar da coruja solitária que busca refúgio nos grandes centros.

É preciso treinar a audição mas também desenvolver outras sensibilidades que por vezes parecem amortecidas.

Deixar que o nosso coração se enterneça diante do apelo silencioso de uma criança sem lar...

Do soluço abafado de alguém que perambula sem esperança...

De um pedido de socorro que não chega a vibrar nas cordas vocais...

Do gemido quase mudo que vem do leito de dor da casa vizinha...

Enfim, é preciso preparar todos os sentidos para que possamos ter olhos de ver e ouvidos de ouvir. Mas, acima de tudo, um coração para sentir...

***

Ao abrir os olhos a cada manhã que se inicia, preste atenção em tudo o que Deus pretende lhe mostrar nesse dia.

Aguce os ouvidos para ouvir tudo o que Deus quer que você ouça.

Mas para que você possa bem cumprir os deveres que Deus lhe confia em mais este dia, é preciso alertar também a razão e deixar que o seu coração se sensibilize.

Afinal, para ouvir e sentir os sussurros de Deus, é necessário predispor-se com coragem e disposição e muita grandeza d’alma.


 

Redação do Momento Espírita, baseado em história de autoria desconhecida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Diante das catástrofes e grandes perdas, descobrimos, conscientemente, que a humildade é o esteio do nobre, a calma do justo, a fé do verdadeito cristão, a confiança dos devotos, o amor universal que se desdobra silenciosamente por mãos, corações e mentes solidárias, irradiando agradecimentos áureos.
Oremos:
ORAÇÃO DO CRISTÃO
São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz:
Onde houver ódio que eu leve o amor.
Onde houver discórdia que eu leve a união.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido;
Amar que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém.

O que Deus não vai perguntar


Muitas pessoas passam pela existência terrena, sem a mínima preocupação com que vão encontrar no além-túmulo.

Outras, ao contrário, vivem um tormento constante, inseguras com suas atitudes, imaginando o que Deus vai achar do seu desempenho.

Algumas preferem curtir os prazeres da terra e deixar para pensar nisso mais tarde, quando a velhice se aproximar.

Embora sendo espíritos imortais, muitos homens não vivem como tal. Mesmo sabendo que a vida no corpo físico é frágil e passageira, desejam vivê-la como se fosse eterna.

E é assim que, ao sentirem a aproximação da linha de chegada, se desesperam na tentativa de encontrar as respostas certas, caso Deus lhe cobre alguma coisa.

No entanto, Deus não é um juiz implacável, esperando sua chegada no além, com o livro da vida na mão para anotar seus erros e acertos.

Deus está na sua consciência, através das suas leis nela inscritas.

Portanto, você terá, sim, um tribunal que lhe pedirá contas do que fez com tudo o que foi lhe oferecido para seu estágio no corpo físico. E esse tribunal é a sua própria consciência.

Assim, se chamarmos nossa consciência de Deus, por ser a representação das leis divinas, poderemos fazer uma prévia do que Deus não vai nos perguntar.

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.

Deus não vai perguntar qual foi o cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar de quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

Deus não vai perguntar quantas horas você viveu na terra, mas vai perguntar o que você fez das suas horas.

Deus não vai perguntar quem foram seus familiares, mas vai perguntar sobre a sua relação com eles.

Deus não vai perguntar se houve obstáculos em seu caminho, mas vai perguntar sobre os esforços que fez para superá-los.

Deus não vai perguntar sobre o patrimônio que você deixou para seus herdeiros, mas vai querer saber das riquezas espirituais que levará na bagagem.

E somente você saberá que respostas terá para dar.

Pense nisso!

Jesus assegurou que a cada um será dado segundo suas obras.

Assim sendo, não adianta pensar em desculpas pelo que fez ou deixou de fazer, pois Deus, que está em sua consciência, vai lhe perguntar, sim, sobre seu desempenho, muito embora já saiba de todas as respostas.

Pense nisso! Mas pense agora!



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto de Whit Criswell.