“O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, a cada um será dado segundo suas próprias obras”.

(Emmanuel)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora Aparecida e o Pastor Sergio Von Helder


Você se lembra do pastor Sérgio Von Helder?
Para refrescar a sua memória: 12 de outubro de 1995, dia de Nossa Senhora Aparecida, durante o programa "Palavra de Vida", transmitido pela TV Record, o pastor Von Helder teve o que podemos chamar de acesso de fúria, descontrole e total falta de respeito pela crença alheia e começou a chutar a imagem da padroeira do Brasil, gerando uma das maiores polêmicas religiosas da história recente do nosso país. O "bispo" da Igreja Universal do Reino de Deus acabou condenado por "incitar a discriminação de preconceito religioso, por meio de palavras e gestos", mas a maior pena ele nunca imaginava qual seria...
Um dia desses, na TV Canção Nova (canal 20 UHFRJ),durante a homilia o Padre Edmilson relembrou o fato que nos parecia tão distante, mas que ele trouxe à tona pelo final mais do que surpreendente.
Um tempo depois do episódio, o pastor Von Helder passou a sentir fortes dores na perna esquerda, a mesma que ele havia chutado a imagem da SANTA. Aos poucos as dores até então sem explicação foram aumentando até um ponto que ele teve que procurar auxílio médico. Von Helder tentou vários tipos de tratamentos no país, mas sem nenhum resultado, a dor simplesmente não melhorava.
Recomendado pelos médicos, Sérgio foi procurar ajuda nos Estados Unidos, numa clínica especializada. E lá passou um bom tempo internado. Segundo o próprio Sérgio, o tratamento era o melhor possível e o atendimento exemplar. Mas havia uma enfermeira que sempre lhe dedicou uma atenção especial, acompanhando-o durante todos os momentos difíceis e de muita dor, principalmente durante as noites em que a dor insistia em não passar, cuidando de sua perna e dando-lhe conforto e esperança. E assim o tempo passou e aos poucos o tratamento foi dando resultado, até a cura completa.
Sua alegria era tanta que, comovido, resolveu dar uma festa de agradecimento e despedidas para toda equipe que havia cuidado dele.
Durante a festa, Sérgio notou que a tal enfermeira, que havia sido tão importante em sua recuperação, não estava lá. Então foi procurar o diretor da clínica para saber do seu paradeiro. Perguntou a ele onde estava a tal enfermeira negra, simpática e atenciosa, que havia confortado-o em todas as noites de dor e desesperança. Para o espanto de Sérgio, o diretor falou desconhecer tal enfermeira e que não havia nenhuma enfermeira negra trabalhando naquela área do hospital. Sérgio ainda insistiu, perguntando inclusive para outros médicos e enfermeiras se não poderia ser de alguma outra área, mas ninguém fazia idéia de quem ela fosse.
Foi aí que o ex-pastor Sergio Von Helder caiu de joelhos aos prantos, no meio da festa, se dando conta do que tinha  acontecido. Ninguém entendeu nada na hora, mas não havia o que entender. Sérgio se deu conta de que, neste tempo todo, a enfermeira que esteve ao seu lado em todos os momentos de dor e dificuldade era Nossa Senhora Aparecida. Tomado de vergonha e remorso, o Sérgio se converteu ao catolicismo e hoje conta a sua história para quem quiser ouvir. Um testemunho de fé tardia, mas nunca é tarde para a bondade infinita de Deus e o carinho e amor maior de Maria, nossa Mãe, que mesmo humilhada não abandonou seu filho na doença.
 
AMIGOS ESSA MENSAGEM É PARA QUE a gente NUNCA DUVIDE DO PODER DE NOSSA SENHORA.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

É sempre na contagem regressiva que o ano que se passou vem a mente como um filme de pequena metragem. O que durou 365 dias resumi-se em um fio de memória rápida, subjetiva e confusa, as decepções, os aprendizados, os amores, as alegrias e os erros são guardados em uma gaveta em nosso cérebro permanente. Nenhum erro se concerta, nenhuma perda é substituída.
Aprendi que pessoas vão e vem, que nem todas as que depositamos uma importância significativa, agem de forma recíproca de confiança e sentimentos, assim como eu não agi, que de quem esperamos de menos, nos surpreende e deixa-nos com amizades boas e duradouras, e da mesma forma que temos nosso momento de felicidade com o falsa sensação de "pra sempre" , as coisas mudam, e termina em choro e ressentimento.
Com uma dolorosa experiência, vi que nem tudo que amamos fica eternamente ao nosso lado, não que a tenha perdido, mas fora como um atestado de que a velhice tinha chegado junto com doenças e enfraquecimento, e que devo ficar mais e mais ao seu lado.
Conheci quem chamar de meu amor, e ficar triste quando não o vejo, mesmo estando constantemente com dúvidas ao seu respeito.
Entendi um pouco do que chamamos de amadurecimento, continuando a ser a menina de fácil riso e bobeiras a serem ditas... No entanto não cheguei nem próximo de saber e conhecer realmente quem eu sou.
Talvez em 2012 saiba dizer.

GENTILEZA

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GENTILEZA
Você já ficou surpreso por que algum desconhecido foi gentil com você?
Muitas pessoas nem sentem, mas já se acostumaram com a falta de gentileza...
E quando ela acontece, vira um evento.
As relações ficaram tão frias, que o normal é a secura, a indiferença e até a hostilidade.
As pessoas parecem estar mais preparadas para se defender de ofensas do que receber palavras doces e
gestos de carinho.
A gentileza virou artigo de luxo, peça de antiquário...
Virou memória.
Tem gente que desconfia de homem muito gentil...
Dizem logo que é “gay”.
Mulheres muito gentis são vistas como frescas ou falsas.

O mundo perdeu a referência de gentileza e de delicadeza.
Ser xingado no trânsito virou rotina.
Ser distratado por quem ganha para servir, é comum nos estabelecimentos.
A gente se depara com caras feias,
impaciência e maus humores o tempo todo até mesmo em casa...

Mas eu não me acostumo com isso, não!
Eu quero gentileza pra minha vida e quero ser gentil também.

Quero ser tratada com respeito e com carinho...
Tratada como gente, que é exatamente o que a palavra gentileza sugere...
Gentileza é coisa de gente!

A juventude já não acha necessário dar o lugar para os idosos no ônibus, no metro e nas filas.
Os homens já não praticam a delicadeza com o sexo oposto.
As mulheres, por sua vez, se emanciparam
e dispensam o cavalheirismo porque acham que está fora de moda.

Eu quero gentileza, sim.
De homens, de mulheres, de crianças ou de estranhos.
Quero o gesto sutil,
o telefonema de agradecimento,
o bilhete de boas vindas,
as flores,
os bombons...

Eu quero um simples olhar de sinceridade,
porque ser verdadeiro é ser gentil também...

Eu quero a gentileza pela gentileza.
Por menor que seja o gesto...
Ele faz bem, é necessário...
E essencial!


"Nenhum gesto de gentileza,
por menor que seja,
é perdido."
(Esopo)


"Gentileza recebe-se com gentileza."
(Cícero)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Coelho e o Cachoro: História de uma amizade


Eram dois vizinhos.
O primeiro vizinho comprou um coelho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho, pediram um bichinho de estimação para o pai.
O homem comprou um filhote de pastor alemão.
Conversa entre os dois vizinhos:
- Mas ele vai comer o meu coelho!

- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade.

Entendo de bicho. Não vai haver problemas.

E, parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos se tornaram.

Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
As crianças, felizes com a harmonia entre os dois animais.

Eis que o dono do coelho foi passar um final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.

Isso numa Sexta-feira.
No Domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha.
Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de sangue e terra, morto.
Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.

Dizia o homem:

- O vizinho estava certo, e agora?
A primeira reação foi agredir o cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade.
- Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
- E agora? Todos se olhavam.
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas parecia infalível!

- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na casinha no seu quintal.

Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim o fizeram.
Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho dormindo.
Logo depois ouvem a os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
Descobriram!
Não passaram-se cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta...
Branco, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... o coelho...
- O coelho o que?
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na Sexta-feira!
- Na Sexta?
Foi. Antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!

A história termina aqui.

O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe.
Mas o grande personagem desta estória é o cachorro.
Imagine o pobrezinho, desde Sexta-feira, procurando em vão pelo seu amigo de infância.
Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado.
O que faz ele?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para os seus donos, imaginando fazer ressucitá-lo.

O ser humano, continua julgando os outros pela aparência, mesmo que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier.



Outra lição que podemos tirar dessa estória, é que o ser humano tem a tendência de julgar antecipadamente os acontecimentos sem antes verificar o que ocorreu realmente.

Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Essa foi pra pensar bem nas atitudes que tomamos...

(desconhecido)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Escolhas são sementes

Viver é Plantar
(Pe. Fabio de Melo)
A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe... Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso,quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!".
Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário. 
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã!
Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores... Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam... Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem... Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena... Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo. Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito... A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..." Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar... (?) 

Autor: Padre Fabio de Melo
fonte: http://www.paroquiasai.org.br/novo/registrogeral.asp?id=558 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Valor aos Humildes

Durante meu primeiro ano da faculdade, nosso professor nos deu um questionário.
Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última:
“Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?”.
Sinceramente, isso parecia uma piada.
Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes.
Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno

perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
“É claro!”, respondeu o professor.
“Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas.
Todas têm seu grau de importância.
Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples “alô”.
Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.
Obs.: Você pode e deve ser importante, mas o mais importante é o respeito ao próximo e o valor que você

dá aos humildes.
Isso faz o Ágape, ao ler o Ágape você é impulsionado a dar atenção aos outros, porque você conhece

o amor ( Ágape ) sem limites que está no coração de Jesus.
Um forte Ágape!!!




sábado, 19 de fevereiro de 2011

MUITA CALMA NESTE MOMENTO

"Uma mãe e sua pequena filhinha faziam as compras do mês em um supermercado. A criança, já cansada, estava visivelmente irritada e começou a chorar. A mãe falou com a voz tranquila: - Regina, calma, você consegue. Nós temos apenas que buscar mais algumas coisinhas e depois vamos embora para casa.  Algum tempo passou e a criança ficou ainda mais irritada. A mãe respirou fundo e disse calmamente:  - Tudo bem, Regina. Estamos quase terminando. Mais um pouquinho de paciência.  Quando finalmente estavam na fila do caixa, a criança teve um ataque histérico e se jogou no chão, aos prantos. A mãe, juntando todas as forças, disse sem alterar o tom de voz:  - Regina, calma. Nós vamos conseguir. Estamos quase lá. No estacionamento, uma mulher parou a mãe e disse: - Desculpe, mas eu não pude deixar de notar o que aconteceu na loja e queria cumprimentá-la pela paciência que você teve com a pequena Regina.  A mãe deu uma risada gostosa e explicou:  - Muito obrigado, mas a verdade é que eu sou a Regina" O autocontrole é uma qualidade que não vem facilmente, precisa ser trabalhada e conquistada. Cada vez que controlamos impulsos como frustração, raiva e nervosismo, ganhamos um pouco mais de autocontrole. Ao contrário, brigas de trânsito ou entre torcidas de futebol nos mostram o que acontece quando as pessoas se entregam aos seus sentimentos ao invés de controlar as emoções e impulsos. Em momentos que sentimos que vamos explodir, atitudes como falar baixo, contar até dez ou respirar fundo podem ser estratégias que nos ajudam a trabalhar nosso autocontrole. 

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Ensinamento judaico do Rav Efraim Birbojm

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Meu filho...

Luigi Piantavinha 
O lar é o berço do teu destino, templo aberto ao teu coração. Aí tens o porto a que 
o Senhor te conduziu no extenso e furioso mar da vida terrestre.           
Aprende a respirar dentro dele com o respeito e a bondade que a vida nos merece.
Haverá, porventura, lição mais comovente que o esforço de teu Pai por manter-te 
robusto, acaso encontrar mais sublime testemunho de sacrifício e ternura que o
carinho de tua mãe, esquecida de si mesma em favor de tua alegria?
Quando a chuva lá fora enlameia a estrada, e quando a ventania passa zunindo 
na altura, já pensastes na bênção do teto que te agasalha?
À mesa, quando a sopa fumegante convida tua fome ao repasto, já refletiste na 
sublimidade do santuário que te abriga?
Quando cansado, te acolhes ao leito, já meditaste na doce e misteriosa mão de Deus 
que te sustenta o sono?
Aprende a honrar tua casa no culto da gentileza, enriquecendo-a com o teu serviço 
constante no bem e santificando-a com teu amor.
O lar é o primeiro degrau com que o todo misericordioso nos induz a escalar o céu.
Tua casa é o teu celeste jardim no mundo. Cultiva aí, nesse abençoado recanto de  paz
e trabalho, as flores do bem que nunca fenecem.
Ajuda-o na preservação da tranqüilidade e do bem-estar, porque, um dia, de fronte 
preocupada como  agora acontece ao teu pai e a tua mãe, crescido e pensativo,
terás um lar diferente, onde entrarás como 
senhor, e inclinado sobre algum rosto alegre e saltitante como o teu, igualmente dirás:
“- Ah, meu filho, meu filho”.


Psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Meimei.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Preparação

O dia que surge é oportunidade nova, nem sempre percebida pelos que vivemos enredados em dificuldades multiplicadas.

O sol que inunda de luz o Mundo, penetrando com seus raios os mais ocultos lugares, é mensagem de renovação.

O ar fresco da manhã, a relva ainda úmida do orvalho da madrugada fala de um doce e lento despertar.

Tal qual a manhã que desabrocha, lenta, aos beijos do sol, compete-nos atender algumas regras a fim de bem aproveitar o novo dia.

Antes de qualquer atividade, reservemo-nos uns minutos. Abrindo os olhos, observemos com calma o local onde nos encontramos e agradeçamos a Deus a bênção do corpo carnal, o teto que nos agasalha, as mil pequenas coisas do lar que se constituem na nossa riqueza material.

Erguendo-nos do leito busquemos um livro nobre e façamos uma pequena leitura de página de otimismo e consolo. Página que nos fixe na mente mensagens positivas e agradáveis.

Permitamo-nos meditar por alguns minutos no seu conteúdo valioso, com o objetivo de gravá-lo nas delicadas telas da memória.

Impregnados da mensagem positiva, estabeleçamos uma disposição favorável para as lutas que tenhamos a enfrentar: trabalhos exaustivos, enfermidades, revezes de toda sorte.

Encerremos esses preciosos instantes com uma prece, através da qual busquemos sintonizar com o Pensamento Divino, Dele rogando inspiração e forças.

Agora, e somente agora, nos encontramos equipados com energias positivas e nos podemos permitir o confronto das tarefas árduas do dia que apenas começa.

Assim como nosso corpo necessita ser preservado e mantido, com os cuidados da higiene, da conservação da saúde dos órgãos, a fim de não ser bruscamente interrompida a sua existência, nossa alma precisa de atendimento especial.

Por vezes, cultuamos em demasia o corpo, esmerando-nos em atenções para com ele, atendendo a imperativos de dietas, exercícios, caminhadas, massagens e nos esquecemos de igualmente atender o Espírito imortal.

E é o Espírito o responsável pela organização corporal, pela geração de forças que facultam a vida física.

Por isso, ele necessita de atenção a fim de que não se desarticulem seus equipamentos delicados, quando então se torna campo propício ao desalento, ao desfalecimento e à tristeza injustificável.

Poucos minutos, diariamente, bastam para alimentá-lo na fonte inesgotável que emana de Deus, nosso Pai.

Não nos esqueçamos disto!

* * *

A meditação é combustível precioso que mantém o vigor moral e movimenta a máquina da ação.

É sempre terapia que oferece paz.

Toda criatura tem necessidade de meditar e de orar, porque aprofundando meditações nos ricos conceitos do Evangelho, seguirá pela vida de forma digna e consciente. 



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e no verbete Meditação do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O vencedor

Quem acha que perder é ser menor na vida... 


Quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...

Eu... Que já não quero mais... Ser um vencedor.

Levo a vida devagar... Pra não faltar amor.

A letra da música popular é de extrema beleza e profundidade.

No mundo da vitória a qualquer custo, dos vencedores de berço e coisa e tal, é necessário pensar um pouco sobre tudo isso.

Todos queremos vencer, é certo. A natureza nos impulsiona para as vitórias sempre, para o crescimento contínuo e inevitável.

Porém, no entendimento humano da palavra vencer, e em quem julgamos serem vencedores é que está a questão fundamental.

Adianta vencer profissionalmente, ter sucesso e fama, se nos falta amor?

Adianta ser considerado um vencedor do esporte, na carreira, na arte, se, como pais, cônjuges, filhos, irmãos, somos verdadeiros derrotados?

Vale a pena vencer a qualquer custo? Esse não seria um comportamento deveras imediatista, sem considerar a vida como um todo, incluindo sua continuidade além-túmulo?

Será que vencedores são apenas aqueles que conseguem - neste país de tantas dificuldades - concluir um ensino superior?

Será esse nosso único critério de vitória? A formação intelectual, as conquistas profissionais e as riquezas acumuladas?

Seria certamente uma vitória muito pobre...

Criar um vencedor no lar, na pessoa de um filho, não é apenas lhe dar as oportunidades da formação intelectual.

Criar um vencedor é criar um homem de bem, que saiba valorizar o amor e os relacionamentos saudáveis acima de tudo.

Criar um vencedor é ensiná-lo a perder, e lidar com as derrotas da vida, procurando extrair delas sempre lição preciosa de engrandecimento moral.

Aparentes derrotas são preparações fundamentais para que as grandes vitórias sejam possíveis.

Por isso, levar uma vida devagar, pode significar dar mais atenção à família, pode significar dar-se mais aos outros.

Na vida de quem não falta amor, há sempre muitas, e inesquecíveis vitórias.

* * *

Venci... O mundo, a mim mesmo... A minha falta de visão clara sobre as coisas.

Venci a vontade de querer mais... Troquei pela vontade se "ser" mais.

Venci a inércia, a vontade de não ter vontade, e me arremessei ao mundo, de braços abertos, sem esperar nada das pessoas e nem de mim.

Não sou vencedor aos olhos do mundo. Minha vitória é secreta, quieta, segura... É minha.

Amo mais a cada dia, e cada dia me ama mais.

Vivo um amor plenamente correspondido com a vida.

Venci, sim, a mim mesmo. Minha consciência me aplaude, mas ao mesmo tempo me diz: muitas vitórias ainda te aguardam. 

 


Redação do Momento Espírita com base em trecho da música O vencedor, de Marcelo Camelo, e em poema de autor desconhecido.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deus e a Ciência

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"
Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!
-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
-Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.
Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.
-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!
O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?
Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal! Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou:

- Qual é o seu nome?

E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!

Fonte: http://www.pensador.info/autor/Albert_Einstein/5/

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Eusapia Paladino

  

Eusápia Paladino foi a primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências pelos cientistas da época, tais como César Lombroso, Alexandre Aksakof, Charles Richet e muitos outros.

Nasceu em Nápoles, Itália, em 31 de janeiro de 1854, e desencarnou em 1918, com a idade de sessenta e quatro anos.

Sua mãe morrera quando ela nasceu e o pai quando ela alcançou a idade de doze anos.

As primeiras manifestações de sua mediunidade consistiram no movimento e levitação de objetos, quando ainda muito jovem, pois contava apenas quatorze anos.

Esses fenômenos eram espontâneos e se verificavam na casa de um amigo com quem ela morava.

Por volta do ano 1888 é que Eusápia tornou-se conhecida no mundo científico em virtude de uma carta do Prof. Ércole Chiaia enviada ao criminalista César Lombroso, relatando detalhadamente as experiências já realizadas por ele com a médium, carta essa publicada no jornal "I Fanfulla dela Domênica".

Lombroso, diante das evidências dos fatos, arrependeu-se de seu ceticismo exagerado (pseudocétismo), tendo declarado:

- "Estou cheio de confusão e lamento haver combatido, com tanta persistência, a possibilidade dos fatos chamados espíritas -"

Antes de encerrarmos esta ligeira exposição sobre a preciosa mediunidade de Eusápia Paladino, convém citarmos um trecho do relatório apresentado pela Comissão de Milão que diz:

- "É impossível dizer o número de vezes que uma mão apareceu e foi tocada por um de nós. Basta dizer que a dúvida já não era possível. Realmente, era uma mão viva que víamos e tocávamos, enquanto, ao mesmo tempo, o busto e os braços da médium estavam visíveis e suas mãos eram seguras pelos que achavam a seu lado"

Sir Oliver Lodge, prof. de Filosofia Natural do Colégio de Bedford, Catedrático de Física da Universidade de Liverpool, Reitor da Universidade de Birmingham, e que foi, também, por longos anos, presidente da Associação Britânica de Cientistas, após as experiências realizadas com Eusápia, apresentou um relatório à Sociedade de Pesquisas da Inglaterra, dizendo, entre outras coisas, o seguinte:

- "Qualquer pessoa, sem invencível preconceito, que tenha tido a mesma experiência, terá chegado à mesma larga conclusão, isto é, que atualmente acontecem coisas consideradas impossíveis... O resultado de minha experiência é convencer-me de que certos fenômenos geralmente considerados anormais pertencem à ordem natural e, como um corolário disto, que esses fenômenos devem ser investigados e verificados por pessoas e sociedades interessadas no conhecimento da natureza".

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A fábula do Porco-espinho



Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:

Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.
.
Moral da História
.
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

Comentários

Muitas vezes as pessoas ficam uma vida inteira buscando a pessoa perfeita para se relacionar, e se esquecem de que a perfeição está justamente no lidar com o outro!

Pensando em casal, em se relacionar lembramos dos espinhos dos porcos espinhos. Todos nós possuimos espinhos, que  podem machucar uns aos outros.

Estes espinhos muitas vezes servem como um sinalizador da fronteira entre o que é fácil e o que é difícil para cada um lidar! Relacionar é trazer à tona a intimidate e o envolvimento! Que são duas questões entrelaçadas com as fronteiras de cada um.

Denomina-se fronteiras de contato o local onde o contato é realizado. Segundo Polster & Polster (1979), "é o ponto em que a pessoa experiencia o 'eu' em relação àquilo que não é 'eu' e, através deste contato, ambos são experienciados de uma forma mais clara" (p. 104).

O envolvimento é uma história que precisa ser descrita no ponto de vista dos dois e ao mesmo tempo respeitada por ambos. Os dois estão certos em suas verdades, elas são únicas, e também são materiais que contemplaram seus treinamentos de vida até os dias atuais.

Porém, o foco da terapia de casal é desenvolver uma sincronia entre os olhares e sorrisos, entre o que cada um conheçe de si e do outro . Entre o que se pode  levar para esta relação como recurso para facilitar essa dança do conhecimento.

A terapia de casal ainda é pouco difundida, porém geralmente quem busca esse tratamento se benefícia bastante.

Acredito que essa dificuldade de buscar ajuda faz todo o sentido, pois já é tão difícil se relacionar com o parceiro, incluir uma nova percepção é permear pela ótica do relacionar.

Cabe aqui ressaltar que o terapeuta de casal tem recursos que podem ajudar o casal  a vislumbrar uma vida a dois mais funcional e com maior qualidade de vida!


"Processo de contato e relação dialógica (YONTEF, 1998): contatar é o ato de uma pessoa reconhecer o que é seu elemento psíquico e o que é o do outro pelo movimento de conectar-se e afastar-se do outro. É pelo movimento que se tem consciência do processo da vida, do contrário ela se torna um hábito, mera repetição. Como diz Yontef (1998, p. 237), "o contato é o processo básico do relacionamento. Ele proporciona a verificação da diferença entre o self e o outro".

Daniela Cracel

Referências:

YONTEF, G. M. Processo, diálogo e awareness: ensaios em Gestalt-terapia. São Paulo: Summus, 1998.         
POLSTER, E. & POLSTER, M. (1979) Gestalt Terapia Integrada. Belo Horizonte: Interlivros.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Confiar é o ato de amor por si e pelo outro





O homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros.
Textos Judaicos

Quando as crianças iniciam os seus primeiros passos, vão aprendendo aos poucos a largar as mãos dos pais.

O caminho a percorrer por essas crianças sedentas de independência é um só: confiança. Prestando atencão na metáfora abaixo a dedicação dos pais exala amor dando garra e maturidade para que as crianças consigam dar passos mais fortes e mais vibrantes.

Esses passos vão ficando cada vez mais seguros. Passos que serão internalizados para o seu futuro. Esses passos serão a auto confiança dos futuros adultos.

Quando o adulto vivência um ambiente com uma certa estabilidade familiar, ele pode experimentar sentimentos fortes de confiança e colocar sua marca na vida de confiança. Aprendendo a confiar em si, e no outro.

Confiar no outro é uma escolha, que vêm de acordo com as crenças internas construídas no decorrer da sua vida. Ou você confia no outro ou não confia. E quando a escolha é não confiar no outro, parece que as portas se fecham de alguma forma.

Você começa a vivenciar um mundo com um prisma diferente, onde os outros podem de alguma forma te ferir.

A maioria das pessoas tende a buscar no outro a certezas que muitas vezes não encontram, junto a isso vem o medo em descobrir que o outro não é tão bom, tão perfeito como se apresenta e nem tão confiável.

E realmente o outro não é tão perfeito como você também não é... De alguma forma o outro vai falhar e você também, e essa é a dança das relações. Esse é o exercício de confiar e de crescer com os outros.

E o quanto você confia em você e no outro?

Daniela Cracel

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Felicidade e Bem Estar


Definir o conceito de felicidade é um trabalho duro. É provavelmente uma das definições mais complexas e controversas. Os seres humanos sempre buscam a felicidade como uma meta ou um fim, como um estado de bem-estar ideal  a ser alcançado, porém, parece que a felicidade é composta de pequenos momentos e detalhes vívidos do dia dia, e talvez sua principal característica é  a sua capacidade de aparecer e desaparecer constantemente ao longo da nossa vida.

Outra das polémicas em torno desta questão é onde procurar a felicidade, se os eventos externos ou materiais ou, nos nossos próprios mecanismos internos. Ainda é difícil responder a esta causa.Por esta razão, do ponto de vista psicológico, o estudo do bem-estar subjetivo, parece preferível à abordagem da felicidade.

Felicidade, um conceito com significados profundos, incluindo alegria, mas também muitas outras emoções, alguns dos quais não são necessariamente positivo (empenho, luta, desafio, até mesmo dor).

É a motivação, a atividade que visa algo, o desejo por ela, sua missão, e não a realização ou a satisfação de desejos que resulta a felicidade.  Essa busca resulta em pessoas positivas sentimentos profundos.

A falta de coisas faz com que o homem vá atrás de sua felicidade.

Buscamos a felicidade, mas sem saber onde, como bêbados procurando sua casa, sabendo que eles têm um.
Voltaire, François Marie Arouet

A felicidade não é um ideal da razão mas da imaginação.
Kant, Immanuel

Os homens sempre se esqueça que a felicidade é uma disposição de espírito e não uma condição para a ocasião.
Locke, John

domingo, 6 de fevereiro de 2011

As irmãs Fox - Paranormais Verdadeiras

  

As Irmãs Fox foram verdadeiras e dignas paranormais que possuíam capacidades autenticas de produzir efeitos físicos.

Espíritos desencarnados se manifestavam através de seus autênticos dons.

Artigo sobre o assunto:
http://seteantigoshepta.blogspot.com/...

Apesar das controvérsias, a verdade prevaleceu, as irmãs foram estudadas seriamente por cientistas da época que não conseguiram encontrar explicações naturais ou fraudulentas para os fenômenos.

Excelentes artigos sobre elas:

http://www.panoramaespirita.com.br/mo...

Artigo longo, parte (1):
http://portalespirito.com/geae/irmas_...

Parte (2):
http://portalespirito.com/geae/irmas_...

Parte (3):
http://portalespirito.com/geae/irmas_...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Amar ao próximo


Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso. Isso foi escrito pelo Apóstolo João e nos convida a uma profunda reflexão.

Por que o amor a Deus passa inevitavelmente pelo amor ao próximo? Por que não basta amar a Deus no isolamento das criaturas, ou na indiferença ao semelhante?

Deus, ao nos criar, não nos cria perfeitos, mas oferece as oportunidades e possibilidades de se chegar à perfeição.

E, por grandiosidade de Sua justiça, essa perfeição se alcança por esforço próprio, por dedicação, e jamais por gratuidade ou dom divino, a escolher uns ou outros como mais ou menos amados por Ele e, consequentemente, com mais ou menos virtudes e dons.

Quando lemos a biografia de grandes vultos do amor ao próximo, como Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier ou Irmã Dulce, vemos a exemplificação do exercício no amor ao próximo.

E é natural que questionemos de onde eles retiraram forças para amar incondicional e intensamente, ao longo de toda uma vida?

Aprenderam a amar ao próximo no exercício do amor a que se propuseram, saindo de si mesmos, indo em direção ao outro, encontrando Deus.

O amor a Deus não se constrói de forma mística, transcendental ou isoladamente.

Entendendo isso, Jesus, personificação maior do amor a Deus, nos ensina que toda vez que auxiliarmos, que dermos de comer, que matarmos a sede de nosso irmão, é a Ele mesmo que estaremos fazendo isso.

Convida-nos Jesus a experimentar o exercício do amor a Deus aprendendo a amar ao próximo.

Afirma mesmo o Mestre Galileu que o maior mandamento da Lei de Deus é amar ao Pai, seguido do exercício de amar-se para amar ao próximo.

Se você busca o entendimento das Leis de Deus, de instaurá-Lo na sua intimidade, um bom início será o de olhar para o próximo, no exercício do amor.

Sempre temos recursos e meios de auxiliar, de demonstrar o amor na forma do desvelo, do carinho, da solidariedade ou da compaixão.

Ofereçamos a palavra edificante para incentivar os desvalidos, a presença fraterna para aqueles abandonados na solidão, ouvidos pacientes para um coração aflito com necessidade de desabafar.

Somos convidados ao exercício do amor ao próximo construído na compreensão frente àquele em desatino, em benevolência para o irmão em desequilíbrio ou indulgência na ação precipitada.

São pequenos gestos que se fazem exercícios de amor ao próximo, no objetivo de amar a Deus. Afinal, como nos alerta o Apóstolo João, se não conseguimos compreender nosso irmão, jamais teremos condições de amar e compreender a Deus.


Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sem estar sozinha...





Tinha o olhar doce, mas orvalhado de suplica.

“ Por favor senhor doutor, não me mande para casa…”


Estranhos desígnios estes, que hoje a faziam recusar, o que tanto amara a vida inteira; a sua casa, o seu templo, trono de seu único reinado, paraíso onde sempre fora dona e senhora, talvez rainha soberana, quem sabe.
Gostava de tudo nos seus lugares. Tudo, porque tudo eram pequenos farrapos dela e, por isso, nada estava a mais, porque tudo lhe fazia falta. Eram coisas velhas como ela, mas suas, muito suas! Que ninguém viesse sequer dizer-lhe para substituir os tapetes, que outrora tecera com trapos, por carpetes. Ou então, para guardar as suas rendas e bordados na arca. Estavam fora de moda? Que estivessem, queria-os ali mesmo, em cima das cómodas e mesinhas de cabeceira a fazerem-na feliz. Há muito que dizia ao filho, que os seus tarecos falavam com ela e lhe adivinhavam as memórias, as tristezas e as saudades. Ele não acreditava, parecia-lhe que às vezes até se ria do que ela dizia. Por certo, achava-a senil, o maroto. Magano a mangar dela.
Ele era o seu menino, sempre fora. Mesmo casado e de vida feita lá por França, sempre o embalara no coração e era o cheiro dos caracóis macios e loiros o que ela sentia, quando de saudades, fechava os olhos a recordá-lo.
Mas isso fora até há cinco anos atrás, antes da vida dele andar em bolandas e se ter divorciado. Se ficara triste? Nem sabia bem definir. Ora, antes assim! Já que o amor acabara e netos não havia. Mas no íntimo de si, como um segredo jamais revelado, habitava a felicidade maior de o ter de regresso à sua casa e aos seus cuidados, precisamente no dia em que ele festejava cinquenta anos de vida.
Passara então a tê-lo por perto, todos os dias… ou quase todos.
Gostava de lhe aprontar a refeição, de ficar à sua espera de mesa posta, tacho fumegante e a saliva a crescer-lhe na boca. Não, nunca comia sozinha, a não ser que ele tardasse sem a avisar e o avanço das horas lhe confirmasse a ausência.
Gostava de lhe tratar das camisas, engomá-las a preceito sem dobras ou vincos, que esses, só nas calças, como pertencia. Deixava depois, tudo pendurado em cabides e nos seus devidos lugares. Não queria que nada lhe faltasse, nem que ele sentisse falta de nada.
Havia dias, em que as pernas já se arrastavam para ir à mercearia mas, Rosinha, a filha do Joaquim, trazia-lhe às vezes as compras a casa, pois por poucas que fossem, pesavam sempre mais do que aquilo que conseguia suportar.
“ D. Hermínia, a senhora já não tem idade para estas coisas, o seu filho é que havia de tratar de si”, dizia-lhe Joaquim, o merceeiro e amigo de muito ano.

Sabia-o. Sentia os oitenta e quatro anos pesarem-lhe cada vez mais no ânimo, mas enquanto o corpo pudesse e o Senhor lhe permitisse, seria ela a cuidar dele.
E cuidou, até há pouco mais de quinze dias atrás, em que o corpo deixou de puder.
Adoecera com uma pneumonia, ficara acamada no hospital e, dia após dia, sentira fugir-lhe das pernas a força necessária para se manter de pé. Ao fim de uma semana, findo o tratamento e curada a doença, teve de voltar para casa. Não podia ficar mais tempo, havia que dar lugar a outros, quem sabe velhos, tal como ela.
O filho protestou. Que não podia tomar conta, que era complicado…
As soluções eram poucas, sabia-o. Mas o Centro de Saúde vigiaria, a Santa Casa da Misericórdia apoiaria e o filho haveria de a mimar, claro! Voltava então para o seu canto e isso era, o mais importante.
Seria?
Nem imaginara na altura, o quanto estava errada. Soube-o em pouco tempo.

Era a terceira vez na última semana, que o filho a trazia à urgência.
Primeiro, porque a achava pálida, depois, porque não evacuava e agora… agora, ouvira-o dizer à enfermeira, sem pudores ou falsos equívocos: “ Desculpem, mas não tenho tempo nem vida para cuidar dela. Negócios, sabe como é!?”
Pressentiu o fim naquele derradeiro segundo, em que a voz doce do seu menino lhe gelou a alma. Sentiu finalmente o cansaço de viver e rendeu-se vazia, de tanta solidão.
Apertou a mão do médico com força e com a lucidez a transbordar-lhe dos olhos, continuou;

“… não mande, p'la sua saúde. Eu só quero morrer, sem estar sozinha.”

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SUPERVISÃO DIVINA - PARASHÁ MISHPATIM 5771

"Robert era uma boa pessoa. Mas em certa fase de sua vida começou a andar com um grupo de pessoas desocupadas do reinado e estas o levaram para o mau caminho. Começou participando de pequenos delitos até que, com o tempo, começou a fazer realmente maus atos. Certa vez, ao assaltar uma loja, tentou fugir após machucar o dono, mas foi surpreendido pelos guardas reais, que escutaram os gritos da vítima. Robert foi preso, julgado e condenado a receber 30 chicotadas.
No dia da aplicação da pena, Robert estava em pânico. Eram muitas chicotadas, ele sabia que doeriam muito. Foi quando ele viu que a pessoa que aplicaria as chicotadas era um velho amigo de infância. Robert conseguiu convencê-lo a não aplicar a pena e saiu, feliz da vida, sem receber o castigo.
Porém, mal Robert havia sentado no sofá de sua casa quando escutou batidas na porta. Eram os guardas do rei, que novamente o agarraram e o levaram de volta para a prisão. Ele gritou, tentou argumentar que já havia conseguido cancelar o decreto das chicotadas, mas foi em vão. Desta vez a pessoa escolhida para aplicar as chicotadas era um completo desconhecido. Robert recebeu as chicotadas e depois foi libertado.
No dia seguinte, ainda muito dolorido, Robert pediu uma audiência com o ministro da justiça. Ele estava inconformado por ter recebido as chicotadas, pois as considerava injustas. O ministro escutou e, após refletir um pouco, respondeu:
- Você é um grande tolo mesmo. As chicotadas foram justas, sim, pois você errou e teve que pagar por seus erros. Você realmente pensou que poderia escapar do seu castigo apenas convencendo um simples funcionário do rei? O único que poderia ter cancelado seu castigo era o próprio rei, e ele somente teria feito isso se tivesse visto que você estava realmente arrependido do caminho que estava seguindo. Ao tentar enganar o rei, você provou que não mudou suas atitudes, então o castigo foi mais do que merecido. Quem sabe agora, daqui para frente, você endireite seus atos"
Os sofrimentos que recebemos neste mundo têm propósito, e todos eles são supervisionados por D'us. Não existe sofrimento que vá contra a Sua vontade. É ele quem decreta, e é somente Ele quem pode mudar os decretos, caso estejamos arrependidos. Não há como enganar a D'us.
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Nesta semana lemos a Parashá Mishpatim, que traz muitos ensinamentos sobre o comportamento "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e o seu companheiro), inclusive no que se refere ao pagamento de compensações monetárias em casos de danos físicos que um causa ao outro, como por exemplo, no caso de uma agressão, como está escrito: "E quando duas pessoas brigarem e uma golpear a outra com uma pedra ou com o punho, e este não morrer mas cair de cama. Se ele se levantar e conseguir andar fora com um apoio, o golpeador estará absolvido, somente pagará o tempo que ele permaneceu de cama e a sua cura" (Shemot 21:18,19). O versículo nos ensina que quando um agressor atacar outra pessoa, caso não ocasione um ferimento mortal, estará absolvido de uma pena capital, mas será obrigado a ressarcir todos os prejuízos causados ao próximo. Além disso, o final do versículo ensina que D'us dá permissão aos médicos para fazer os esforços necessários para salvar a vida de um doente e curá-lo.
A palavra que designa "cura", em hebraico, é "Refuá". Mas se prestarmos atenção no versículo, a linguagem utilizada é repetitiva, "rapó ierapê". Por que a Torá, que é sempre tão concisa, "gastou" esta palavra a mais? Os comentaristas explicam que poderíamos pensar que a permissão de curar dada aos médicos seria apenas quando a doença fosse causada por outro ser humano, como em uma briga, mas se fosse uma doença "vinda dos céus", isto é, sem participação humana, seria proibido ao médico curar, pois seria como ir contra a vontade de D'us. A repetição da linguagem de cura é para nos ensinar que mesmo em doenças "vindas do céu" também há permissão para o médico curar. Porém, por que a Torá escolheu ensinar sobre decretos celestiais justamente em um versículo que fala sobre a briga de duas pessoas e os danos causados por ela?
Quando alguém nos ofende, nos agride ou nos causa um dano, dificilmente perdoamos o agressor. Ficamos chateados, nos sentindo injustiçados pela agressão, com um grande desejo de vingança. Mas, segundo o judaísmo, o que parece ser um sentimento natural é um problema, pois guardar rancor e se vingar são duas graves proibições da Torá. Se a Torá foi entregue para seres humanos e não para anjos, isto significa que somos capazes de cumprir todas as Mitzvót. Então como é possível não guardar rancor de quem nos magoou ou nos ofendeu?
Explica o rabino Isroel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que desta Parashá aprendemos um dos fundamentos espirituais mais importantes do judaísmo, que pode mudar a forma como olhamos o mundo e como vivemos nossa vida. O versículo que nos ensina sobre decretos celestiais começa com a briga entre duas pessoas para nos ensinar que, na verdade, não há nenhum tipo de sofrimento que não seja um decreto de D'us. Mesmo quando alguém nos magoa, nos ofende ou nos machuca, tudo foi decidido nos mundos espirituais e tem supervisão Divina. O que isto significa? Que é uma tolice ficar bravo com quem nos fez um mal ou nos causou um prejuízo, pois se não fosse esta pessoa, D'us mandaria através de outra pessoa. O transgressor é apenas um intermediário da vontade Divina. A verdadeira causa dos nossos sofrimentos são as nossas próprias transgressões.
Mas então onde está a justiça? Se a pessoa que agrediu o outro estava apenas cumprindo o que foi decretado por D'us, então por que ela é punida por seu ato e precisa pagar os prejuízos causados? Pois na verdade D'us utiliza o nosso próprio livre-arbítrio para cumprir a Sua vontade, sem percebermos. D'us manda coisas boas através de boas pessoas e coisas ruins através de pessoas ruins. Por exemplo, se foi decretado nos mundos espirituais que uma pessoa precisa receber um tapa, D'us utiliza o livre-arbítrio de alguém com má índole para cumprir o decreto. Ele junta as duas pessoas, o agressor e o agredido, na mesma cena, cria um motivo para uma discussão e o resto eles fazem sozinhos. D'us cumpriu Sua vontade sem que nenhum dos dois percebesse. E no final, o agressor também será cobrado, pois apesar de cumprir o que D'us decretou, o fez por vontade própria e com más intenções. Então ele deve pagar os prejuízos causados.
Se D'us tem controle sobre tudo, então por que Ele permite que os sofrimentos cheguem até nos? D'us, num ato de grande bondade, nos manda os sofrimentos para que possamos fazer a limpeza dos nossos erros ainda neste mundo. Cada ato tem conseqüências, e as nossas transgressões mancham nossa alma. Se não fossem estas pequenas limpezas diárias, não conseguiríamos passar pelo grande julgamento que ocorre no momento em que saímos deste mundo. Pode até soar estranho, mas se tivéssemos claridade disso, chegaríamos a agradecer a alguém que nos magoou ou nos ofendeu. Além disso, a forma que D'us nos manda os sofrimentos também é uma lição de vida. Se alguém nos magoou, é por que magoamos alguém. Se alguém nos causou uma perda financeira, é por que causamos uma perda financeira a alguém. Ao passar por um sofrimento, se procurarmos com sinceridade, encontraremos o ponto em que erramos e poderemos consertar.
Se por um lado podemos aprender com os sofrimentos, por outro lado há uma maneira de escapar deles: fazendo constantemente Cheshbon Hanefesh (reflexão sobre nossos atos), pois assim conseguiremos corrigir nossos erros antes de D'us precisar nos limpar e nos despertar com um sofrimento. Para mudar um decreto espiritual, precisamos nos conectar diretamente com o Criador. É o que dizemos em Rosh Hashaná e Yom Kipur: "Três coisas mudam um mau decreto: Teshuvá (arrependimento), Tefilá (reza) e Tzedaká (caridade)".
Nossos sábios ensinam que o mundo inteiro é sustentado por aqueles que fecham a boca no momento da discussão. Por que este mérito tão grande? Pois uma pessoa que foi ofendida somente consegue fechar a boca numa discussão se entendeu e colocou no coração o fundamento de que tudo é decretado nos mundos espirituais e tudo é, no final das contas, para o nosso próprio bem.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Arte e Espírito

Dança contemporânea




Françoise Dupuy

“Parece-me que a dança contemporânea carrega esse largo sentido do dançar onde todos podem participar, amadores e crianças. A dança é algo que pertence a todos, ela não é feita apenas para os especialistas”. (DUPUY, s.d. apud MADUREIRA, 2008).                                                                         Françoise Dupuy












                                                                                                            
        
“A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas.”
(Emmanuel – O Consolador)

“O artista verdadeiro é sempre o médium das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano.”
(Emmanuel – O Consolador)

“Existe hoje grande número de talentos com a preocupação excessiva da originalidade, dando curso às expressões mais extravagantes de primitivismo, esses são os cortejadores irrequietos da glória mundana (…) passarão como zangões da sagrada colméia da beleza divina, que, em vez de espiritualizarem a natureza, buscam deprimi-la com as suas concepções extravagantes e doentias.”
(Emmanuel – O Consolador)

FONTE: CAMPANHA ARTE NA CASA ESPÍRITA, FEEB 2008
"A existência terrestre é uma viagem educativa. Repara, pois, como segues..." 
 Emmanuel - Mentor Espiritual de Chico Xavier


Emmanuel é o nome do espírito que tutelou a atividade mediúnica de Franscisco Cândido Xavier, o maior médium psicógrafo de sempre, com mais de 350 obras psicografadas.